Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Aécio busca aliança com Alckmin para isolar Serra e dirigir PSDB

A pouco mais de dez dias da eleição para a nova direção nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves se reuniu com o governador paulista, Geraldo Alckmin, para tentar costurar um consenso na composição da cúpula partidária. Os dois se reuniram na noite passada, por cerca de meia-hora, no Palácio dos Bandeirantes.

Terça, 17 de Maio de 2011 às 05:26, por: CdB
aecioconversa1-300x270.jpg
A pouco mais de dez dias da eleição para a nova direção nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves se reuniu com o governador paulista, Geraldo Alckmin, para tentar costurar um consenso na composição da cúpula partidária. Os dois se reuniram na noite passada, por cerca de meia-hora, no Palácio dos Bandeirantes. Aécio quer a reeleição do deputado mineiro Rodrigo de Castro na secretaria-geral do PSDB e, para isso, busca o apoio de Alckmin. O posto de secretário-geral, estratégico para as articulações que definirão as eleições presidenciais de 2014, tem sido disputado nos bastidores por aliados de Aécio e do ex-governador José Serra (SP). O PSDB escolhe o comando da sigla no dia 28, quando deve ser reconduzido o atual presidente, deputado Sérgio Guerra (PE). Aliados de Serra, no entanto, acham que Guerra é próximo ao grupo de Aécio. Para formar uma Executiva "neutra", querem indicar um outro secretário-geral. O nome defendido pelo grupo é o do ex-governador Alberto Goldman. Horas antes do encontro com Aécio, Alckmin sinalizou para os aliados de Serra e chegou a dizer que o seu antecessor é uma "ótima" opção para o cargo de secretário-geral. – É um ótimo nome. Mas (a convenção nacional) está longe – desconversou o governador, que estava em um evento com Goldman. Fusão 'fora de hora' Pouco antes do encontro com Aécio, Alckmin e o ex-governador José Serra comentaram o plano do senador mineiro, divulgado na edição passada do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, de criar um novo partido para disputar as eleições à Presidência em 2014. – Não é uma ideia que está posta. É uma discussão fora de hora – criticou Serra. O atual governador endossou o discurso de Serra. – Eu respeito as ideias. Eu respeito o Aécio, mas é muito cedo para essa discussão – comentou Alckmin. Outros líderes tucanos já mencionaram a fusão do PSDB com DEM e PPS como uma possibilidade a ser considerada no horizonte da oposição. São eles: o ex-senador Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (SP) e o próprio Alckmin. – Existem propostas nesse sentido. São aspectos delicados. Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos. Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não – afirmou FHC em abril. Naquela mesma semana, Geraldo Alckmin disse que a fusão "pode ser muito boa", mas que não via urgência na discussão proposta por Aécio.
Tags:
Edições digital e impressa