Os advogados Ricardo Martins e Rogério Nery chegaram ao 9º Distrito Policial (Carandiru) de São Paulo por volta das 10h desta quarta-feira e declararam que as acusações da polícia com relação ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos, são precipitadas.
– Temos que aguardar os laudos e não podemos nos precipitar. Acho que está havendo um pré-julgamento– disse Martins.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, os delegados responsáveis pelo esclarecimento do caso têm a convicção de que Alexandre jogou a filha do apartamento após a madrasta ter tentado asfixiá-la.
Isabella foi encontrada ferida no dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na Zona Norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal ficou nove dias preso por suspeita de envolvimento na morte.
Um advogado desconhecido deu entrada no fim da tarde desta terça-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo em dois pedidos de habeas corpus preventivos em nome do casal Alexandre e Anna Carolina. Os responsáveis pela defesa dos dois suspeitos pela morte de Isabella negaram responsabilidade pela iniciativa e afirmaram desconhecer o autor.
– Desconhecemos em absoluto quem entrou com esse pedido. Nós entendemos que isso foge da linha de defesa e neste momento não é a orientação da defesa – afirmou o advogado Marco Polo Levorin.
O site do TJ-SP informa que os pedidos de habeas corpus foram feitos pelo advogado Diego Luiz Berbare Bandeira. Nos documentos, a grafia dos nomes de Alexandre e Anna Carolina está errada.
Advogados dizem que Polícia se precipita no caso Isabella
Quarta, 16 de Abril de 2008 às 08:09, por: CdB