Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Advogados de irlandeses presos na Colômbia pedem proteção aos seus clientes

Quinta, 29 de Abril de 2004 às 01:02, por: CdB

Três irlandeses acusados de treinar rebeldes colombianos na construção de bombas querem continuar na cadeia até que o governo colombiano ofereça proteção contra uma eventual represália de direitistas, disseram na última quarta-feira seus advogados.

Jim Monaghan, Niall Connolly e Martin McCauley estarão legalmente aptos a deixar a prisão assim que pagarem uma fiança de US$ 7 mil cada um por carregarem passaportes falsos quando da sua prisão em 2001, disseram os advogados.

Mas o gabinete do procurador-geral disse nesta semana que os acusados têm de continuar na Colômbia, mesmo se saírem da prisão, até que o tribunal decida sobre um recurso.

Segundo os advogados, a possibilidade deles continuarem na Colômbia, fora dos muros da prisão, pode atrair a atenção de paramilitares de extrema direita. Esses paramilitares têm como alvo os simpatizantes dos rebeldes e são acusados de cometerem as maiores atrocidades da Colômbia.

- A fiança não é a questão no momento. Primeiro nós queremos segurança - disse Pedro Julio Moecha, um dos advogados.

- O governo ainda não nos ofereceu um plano com garantias de segurança - falou.

Para Caitriona Ruane, que está liderando a campanha pela libertação dos irlandeses, disse que não há lugar seguro na Colômbia para eles.

A prisão Modelo, onde os homens estão sendo detidos, é considerada uma das penitenciárias mais violentas do país.

- Eles não estão seguros na prisão. Eles não estão a salvo fora da prisão. Queremos que o governo nos dê segurança do aeroporto para fora do país - disse ela.

A procuradoria geral acusa os homens de serem guerrilheiros do IRA (Exército Republicano Irlandês) contratados por rebeldes colombianos para ensiná-los técnicas de fabricação de bombas.

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