O advogado João Tancredo foi exonerado da presidência da Comissão de Direitos Humanos da seção fluminense da OAB devido ao relatório feito pelo médico-legista sobre as mortes no complexo do Alemão. Ele disse acreditar explicitamente em pressão do governo do Estado sobre a direção da entidade.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o relatório feito por médico-legista a pedido da comissão apontou que, em operação no complexo do Alemão em 27 de junho, policiais mataram a sangue-frio pessoas sem chances de defesa.
Tancredo disse ter informação de que o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, teria se reunido na semana passada com membros da direção da OAB-RJ. Via assessoria, Beltrame negou o encontro e disse que a ordem é independente.
O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, disse que as afirmações (de Tancredo) são levianas e mentirosas. O governo do Estado disse, em nota, não interferir em hipótese alguma na gestão interna de quaisquer outros poderes ou entidades da sociedade civil.
O jornal revelou no dia 12 as conclusões de relatório do legista Odoroilton Larocca Quinta com base em dados do IML. Segundo o documento, várias pessoas receberam "elevado número" de tiros pelas costas.