Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Advogado de Saddam diz que foi ameaçado

Sábado, 03 de Julho de 2004 às 11:10, por: CdB

O chefe do grupo internacional de advogados que defendem Saddam Hussein, Mohamed Rashdan, denunciou que ele e seus companheiros foram ameaçados de sofrer atentados caso continuem dando entrevistas coletivas. Os autores anônimos dessas ameaçam pretendem atentar contra o edifício comercial onde habitualmente os advogados convocam os jornalistas, no bairro de Jabal Hussein, para dar entrevistas, disse.

"Não vamos fazer caso a essas ameaças, nem das proferidas pelos ministros iraquianos da Defesa e da Justiça, e vamos seguir adiante com nosso trabalho", disse à EFE. Em seu primeiro comparecimento ante o Tribunal Especial em Bagdá na quinta-feira passada, Saddam negou-se a assinar a lista de acusações que pesa contra ele, destacando que só o faria na presença de seus advogados.

"Conseguindo proteção ou não, vamos nos apresentar (em Bagdá) dentro de dois dias: uma equipe de advogados de defensa viajará para Bagdá com qualquer jornalista que queira nos acompanhar". Rashdan assegurou que sua última tentativa de conseguir proteção proporcionada pela coalizão multinacional não tinha dado resultado: "Enviamos um fax ao coronel Jane Sharpal, oficial encarregado das permissões de visita para o presidente iraquiano, mas não obtivemos resposta", disse.

"Também escrevemos (para pedir proteção) à Associação de Advogados Jordaniana e à do Iraque", acrescentou. Por outra parte, Rachdan informou que a filha do chefe de estado líbio, Moamar Gadafi, uniu-se à equipe internacional de vinte advogados que defenderá Saddam. Aisha Gadafi, que ontem apresentou na Líbia uma equipe de advogados voluntários desta nação para defender Saddam, foi hoje aceita no painel de defensores titulares, que estão, por sua vez, apoiados por cerca de 1.500 advogados voluntários do mundo árabe.

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