Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2026

Advogado de Guantánamo é condenado à prisão

Um advogado da Marinha dos Estados Unidos que trabalhou no centro de detenção da base americana na baía de Guantánamo, em Cuba, foi condenado a seis meses de prisão por revelar os nomes de prisioneiros. Em seus últimos dias de trabalho na prisão de Guantánamo, em 2005, o capitão-de-corveta Matthew Diaz, de 41 anos, enviou a uma advogada de direitos humanos os nomes de 550 detentos. (Leia Mais)

Sábado, 19 de Maio de 2007 às 09:07, por: CdB

Um advogado da Marinha dos Estados Unidos que trabalhou no centro de detenção da base americana na baía de Guantánamo, em Cuba, foi condenado a seis meses de prisão por revelar os nomes de prisioneiros.

Em seus últimos dias de trabalho na prisão de Guantánamo, em 2005, o capitão-de-corveta Matthew Diaz, de 41 anos, enviou a uma advogada de direitos humanos os nomes de 550 detentos. Os nomes foram colocados em um cartão de Dia dos Namorados sem identificação do remetente.

As Forças Armadas americanas incialmente se recusavam a divulgar os nomes dos presos em Guantánamo.

Os nomes se tornaram públicos em 2006, depois que a agência de notícias Associated Press ganhou uma ação judicial contra os militares.

Diaz foi condenado por uma corte marcial por divulgar segredos que poderiam ser usados para prejudicar os Estados Unidos e por outras três acusações por passar informações a pessoa não-autorizada.

O júri recomendou que Diaz seja afastado da Marinha, mas que receba seu salário integral e benefícios durante o tempo em que estiver preso.

A sentença está sujeita a recurso.

Apesar de ter pedido desculpas diante da corte, em uma entrevista anterior ao julgamento, dada ao jornal americano The Dallas Morning News, Diaz disse que agiu porque os direitos dos prisioneiros conforme a Convenção de Genebra estavam sendo violados.

O governo americano afirma que os prisioneiros mantidos em Guantánamo representam uma grave ameaça ao país. Afirma também que eles não são torturados.

A sentença recebida por Diaz foi criticada pela organização de direitos humanos Centre for Constituctional Rights, de Nova York, que recebeu o cartão com os nomes dos prisioneiros.

- Nós acreditamos que as ações do capitão-de-corveta Matthew Diaz foram baseadas em um grande senso de moral e de comprometimento com as regras da lei - disse a organização em um comunicado em seu site na internet.

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