Advogada procurada por ativismo pede asilo político ao Uruguai
Uma das 18 pessoas dadas como foragidas da Justiça por envolvimento em ativismo político, a advogada Eloisa Samy recorreu ao Consulado Geral do Uruguai, em Botafogo, pedindo asilo político. O batalhão de choque cercou o local. O Consulado fica na Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Cerca de 10 motos da Polícia Militar e uma viatura já cercaram a área em torno do Consulado.
Além da advogada, outros dois ativistas também teriam ido pedir asilo no Consulado
Uma das 18 pessoas dadas como foragidas da Justiça por envolvimento em ativismo político, a advogada Eloisa Samy recorreu ao Consulado Geral do Uruguai, em Botafogo, pedindo asilo político. O batalhão de choque cercou o local. O Consulado fica na Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Cerca de 10 motos da Polícia Militar e uma viatura já cercaram a área em torno do Consulado.
Além da advogada, outros dois ativistas também teriam ido pedir asilo no Consulado: David Paixão e Camila Nascimento. David Paixão aparece em uma gravação cedida pela Polícia à Rede Globo, dizendo ter acertado um coquetel Molotov em um policial do Batalhão de Choque. O inquérito também diz que David Paixão teria dito, segundo testemunha, que mataria um PM.
O Consulado informou que não está comentando o caso.
Eloísa Samy é advogada voluntária do IDDH (Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos). Ela foi presa pela Polícia Civil junto com outros 21 ativistas no dia 12 de julho, véspera da final da Copa do Mundo, sob acusação de formação de quadrilha.
Delegacia de Repressão contra Crimes de Informática da Polícia Civil Fluminense ainda procura 18 ativistas acusados de atos violentos em protestos no Rio de Janeiro. Eles foram denunciados à Justiça na última sexta-feira e tiveram a prisão preventiva decretada por associação criminosa.
A operação Firewall 2 foi organizada pela Delegacia de Crimes de Informática Após ter sido levada ao Complexo de Gericinó, em Bangu, Eloisa Samy teve habeas corpus concedido pelo juiz Siro Darlan, da 7ª Vara Criminal, no dia 15. Ela foi liberada no dia seguinte junto com outros nove ativistas.
Eloisa deixou um vídeo falando sobre a "perseguição" a qual acredita estar sendo vítima. O vídeo você pode ver aqui.
Na denúncia do MP, Sininho teria liderado protestos até em outros Estados. Em algum momento, no ano passado, ela teria incentivado o grupo a "incendiar" a Câmara dos Vereadores.
Dividida em níveis, a ativista seria a cabeça do movimento - não é explicado qual o objetivo do seu engajamento.
Num segundo nível viriam outros militantes que escolheriam o trajeto das manifestações, contatos com sindicato e construção de bombas. Até mesmo uma professora de Filosofia da Uerj estaria envolvida no caso e ajudaria a fabricar bombas.
Num terceiro nível viriam os militantes de mais baixa escolaridade. Eles estariam responsáveis por arregimentar outros jovens.
Para o advogado do núcleo de Direitos Humanos da OAB, João Tancredo, o Brasil vive um período em que as liberdades individuais estão sob ameaça.
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