A paralisação de 48 horas dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Rio Grande do Sul teve 90% de adesão nesta quarta-feira, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência do Estado (Sindisprev). Na capital e na Região Metropolitana a mobilização teria atingido 100%. Nas agências da capital gaúcha, apenas as perícias médicas marcadas com antecedência foram atendidas.
O diretor do Sindisprev, Giuseppe Finco, disse que a manifestação é para reivindicar melhores salários e repudiar o aumento de 0,01% anunciado pelo governo para os servidores públicos. Ele explicou que o índice representa R$ 0,80 de acréscimo no salário dos previdenciários. Nesta quinta-feira, a categoria decide em assembléia se mantém o movimento. Também pretende fazer ato público no centro de Porto Alegre.
Segundo o Sindisprev, desde 2000 o número de dias parados no Instituto, devido a greves e reivindicações salariais, soma 282. Finco destacou que todo o período de paralisações é recuperado, mesmo sem a necessidade de aumentar o expediente.
A Federação dos Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul defende que, nos períodos de greve, as agências não fiquem totalmente fechadas e atendam pelo menos 30% do público. O Sindisprev garante que as perícias para concessão de benefício que foram canceladas serão remarcadas para no máximo daqui a uma semana.
Os servidores pedem 18% de reajuste salarial, melhores condições de trabalho e a reforma da Previdência.
Adesão à paralisação no Sul é de 90% dos servidores do INSS
Quarta, 13 de Abril de 2005 às 18:41, por: CdB