Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Adesão à greve no Rio foi de 50% na capital e de 9% no interior

Quarta, 13 de Abril de 2005 às 17:43, por: CdB

A greve dos servidores da Previdência Social no Rio teve uma adesão de 50% na capital e de 9% nas agências e postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no interior do estado. De acordo com a assessoria do INSS, apesar do fechamento de algumas agências, os segurados com perícia médica marcada foram atendidos normalmente.

Em bairros como Copacabana, onde reside o maior número de idosos, os postos do INSS funcionaram sem problemas, mas algumas agências nos bairros, como as das ruas Aristides Caire, André Moreira e Manoela Barbosa, no Méier, permaneceram fechadas durante todo o dia. Na Tijuca, outro bairro de grande movimento, as agências funcionaram até as 13 horas, mas depois fecharam por imposição dos grevistas.

Já o Comando de Greve da Previdência Social discorda do balanço feito pela Superintendência do INSS quanto ao atendimento aos segurados que tinham perícia médica marcada para hoje. O diretor do Sindicato da Previdência Social, Rolando Medeiros, disse que, no prédio da Gerência Centro do INSS, na rua Pedro Lessa, e nas agências da rua Pedro Lessa e da Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade, e no posto de Del Castilho, no subúrbio, houve piquete e os segurados foram impedidos de entrar.

Medeiros informou as três agências da Previdência no município de Niterói fecharam durante todo o dia, assim como as de São Gonçalo.

Ele disse que amanhã(14) a paralisação deverá se estender às agências da Previdência nos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti e Piabetá, que hoje atenderam ao público normalmente. Em outras cidades da Baixada, os servidores decidiram parar por apenas duas horas, como em Nova Iguaçu e Piabetá. Em Mesquita e Belford Roxo, não haverá greve.

Na área de saúde, a paralisação atingiu todos os hospitais de emergência do estado, como o Rocha Faria, o Getúlio Vargas, o Adão Pereira Nunes, o Albert Schweitzer, o Carlos Chagas e o Pedro II. O hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, sob intervenção federal, também fechou a emergência.

Já no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), uma grande emergência na área federal, os servidores decidiram nestes dois dias permanecer em estado de greve. Os exames mais complexos vão ser feitos, mas o número de cirurgias foi reduzido. O hospital também vai atender normalmente os pacientes com consulta marcada.

Os funcionários da Previdência Social marcaram para o dia 26 nova assembléia para avaliar o movimento e decidir se a categoria vai parar por tempo indeterminado no mês de maio.

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