Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Acusados de integrarem máfia dos caça-níqueis no Rio continuam foragidos

Segunda, 03 de Dezembro de 2007 às 19:06, por: CdB

Continuam foragidos 14 dos 18 acusados de envolvimento com a máfia dos jogos ilegais no Rio de Janeiro, denunciados pelo Ministério Público Federal.

Dos 18 que tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça Federal no último dia 29, apenas quatro foram presos, entre eles Antônio Petrus Kalil, o Turcão, e Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães. Eles já haviam sido detidos no início do ano na Operação Furacão, também por envolvimento com caça-níqueis, mas foram soltos em seguida.

O procurador da República Carlos Alberto Aguiar disse que a maioria das pessoas acusadas têm envolvimento com os bingos.

— As pessoas são acusadas de praticarem crimes de contrabando pela importação fraudulenta de equipamentos eletrônicos utilizados nas máquinas de caça-níquel. Temos evidências de que o jogador aposta em condições menos vantajosas de modo que ele sempre perde para essas máquinas —, afirmou Carlos Alberto Aguiar.

Ele destacou que não é possível saber exatamente a quantia movimentada pela quadrilha.

— A gente sabe que eles movimentavam por semana milhões na exploração da jogatina —, disse.

As denúncias contra os 18 acusados são por contrabando, crime contra a economia popular e falsidade ideológica.

Eles seriam responsáveis pela exploração de mais de cinco mil máquinas caça-níqueis contrabandeadas e apreendidas em dezembro do ano passado pela Receita Federal. Na época, as máquinas foram avaliadas em cerca de US$ 27 milhões.

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