Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Acusados de integrar milícia são interrogados no Rio

Quarta, 14 de Janeiro de 2009 às 08:45, por: CdB

O Tribunal de Justiça do Rio dá contuidade nesta quarta-feira à audiência de instrução e julgamento de seis acusados de integrar a milícia denominada "Liga da Justiça", com atuação na Zona Oeste do Rio. A audiência está marcada para as 11 horas, na Seção Criminal do Tribunal e será presidida pela juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto.

Na última audiência, no dia 15 de dezembro passado, todos foram reconhecidos pelo fuzileiro naval reformado Carlos Eduardo Marinho dos Santos, o Pit Bull, como autores dos disparos efetuados contra ele e Marcelo de Gouveia Bezerra, no dia 28 de maio do ano passado.

O motivo do suposto atentado teria sido a resistência das vítimas à intenção do então deputado Natalino Guimarães de instalar um centro social para sua sobrinha Carminha Guimarães em um terreno do Condomínio Parque dos Eucaliptos, em Campo Grande.

Três dos acusados, Moisés Pereira Maia Júnior, Luciano Guinâncio Guimarães - filho do vereador Jerominho - e Fábio Pereira de Oliveira, o Fabinho Gordo, estão presos na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Os demais - Ivilson Umbelino de Lima, o Bibico, Sílvio Pacheco Fontes e Júlio César Ferraz de Oliveira - são policiais militares e estão detidos no Batalhão Especial Prisional (BEP).

Também estarão presentes três testemunhas indicadas pela defesa. Pit Bull, que também está preso, é acusado em outro processo de formação de quadrilha de integrar milícias rivais e de explorar a segurança no condomínio alvo da disputa.

A pedido do Ministério Público, a juíza Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, revogou a prisão preventiva do soldado da Polícia Militar Júlio César Ferraz de Oliveira. Apesar de reconhecido pela vítima, ele conseguiu reunir provas e testemunhas de que estava de serviço no dia do crime. Com isso, o PM vai responder ao processo em liberdade provisória. Os demais acusados continuam presos.

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