Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Acusados de fraude na Previdência se apresentam ao Ministério Público

Quinta, 17 de Março de 2005 às 06:50, por: CdB

Três auditores fiscais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltam a se aprensentar, nesta quinta-feira, ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Antônio Vinícius Monteiro, Luiz Ângelo Rocha e Joaquim Acosta Diniz integravam a quadrilha de 13 auditores acusados de terem causado um rombo de mais de R$ 3 bilhões nos cofres da Previdência.

A Polícia Federal desarticulou a quadrilha em uma grande operação realizada há cerca de 15 dias. Os procuradores da República Fábio Aragão e Vinícius Panetto decidiram incluir no processo mais um crime contra os três fiscais, a prática de crime de advocacia administrativa.

Ao analisar o conteúdo dos computadores usados pelos fiscais, os procuradores descobriram informações que provam a prática de defesa de empresas em débito com o INSS para anulação ilegal da dívida. Em apenas uma empresa, os três fiscais conseguiram anular uma dívida de R$ 3 milhões. Outra descoberta deixou os procuradores indignados: os três fiscais se referiam aos colegas que não participavam do esquema de corrupção de forma irônica, chamando-os de "bonitinhos e fortões".

- Causa repúdio saber que os auditores presos chamavam seus colegas honestos de bonitinho e fortão, menosprezando a própria categoria dos fiscais. A honestidade é um valor sagrado a ser cultivado e o Ministério Público Federal continuará com sua missão de punir os corruptos. - disse o procurador Fábio Aragão, em nota divulgada pela assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

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