Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Acusados de fraudar INSS ficam sem visitas

Parentes das pessoas presas ontem, acusadas de participar do esquema que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Receita Federal, tentaram visitá-las, nesta quarta-feira pela manhã, no Ponto Zero, em Benfica, zona norte do Rio, mas não conseguiram. Ao todo, dez pessoas foram presas. Dois suspeitos, sem curso superior, foram levados para o presídio Ary Franco e duas auditoras para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, na Cidade Nova. Os outros presos, entre eles o ex-presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, e cinco auditores da Receita Federal, foram levados para o Ponto Zero. (Leia Mais)

Quarta, 01 de Outubro de 2003 às 09:01, por: CdB

Parentes das pessoas presas ontem, acusadas de participar do esquema que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Receita Federal, tentaram visitá-las, nesta quarta-feira pela manhã, no Ponto Zero, em Benfica, zona norte do Rio, mas não conseguiram. Ao todo, dez pessoas foram presas. Dois suspeitos, sem curso superior, foram levados para o presídio Ary Franco e duas auditoras para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, na Cidade Nova. Os outros presos, entre eles o ex-presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, e cinco auditores da Receita Federal, foram levados para o Ponto Zero.

A prisão temporária de outras 17 pessoas já foi decretada e, neste momento, a Polícia Federal realiza diligências na cidade para prender os outros acusados. Entre as pessoas foragidas, está o titular da Delegacia de Arrecadação Tributária do Rio, José Góes Filho. A polícia já esteve na casa dele, em Copacabana, mas não o encontrou. De acordo com investigações, o delegado seria dono de uma empresa de táxi aéreo e teria uma frota com quatro aviões, cada um deles avaliado em R$ 1,5 milhão. O patrimônio é incompatível com sua renda como funcionário da Receita Federal.

A operação para prender a quadrilha que fraudava o INSS e a Receita Federal teve início ontem. A investigação do esquema vinha sendo feita há cerca de seis meses e incluiu a escuta de duas mil e trezentas ligações telefônicas. De acordo com levantamento inicial, estima-se que o grupo tenha causado prejuízo à união de R$ 1 bilhão.

Os acusados tiveram suas prisões decretadas pelo juiz da Terceira Vara Criminal Federal, Lafredo Lisboa. Eles deverão ficar presos por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, até que o inquérito esteja concluído, evitando que ocorra coação de testemunhas e destruição de provas.

O esquema fraudulento foi descoberto por uma força-tarefa do INSS que investigava fraudes no instituto.

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