Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Acusados de chacina no Presídio Urso Branco alegam que estavam isolados no momento das mortes

Terça, 11 de Maio de 2010 às 07:59, por: CdB

Foram a julgamento nesta segunda-feira mais três acusados de participação na chacina do Presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO). Os três réus, Assis Santana da Frota, o Assis, Cirço Santana da Silva, o Cirção, e Alexandre Farias, o Carioca, negaram participação nos crimes. Cirção e Carioca alegaram que estavam em local isolado quando 27 presos foram mortos.

Segundo Cirção, logo após a tentativa de fuga, um grupo de 45 detentos, inclusive ele, foi isolado dos demais numa área próxima à administração do presídio. Ele afirmou ainda que o grupo chegou a ser agredido pelos policiais.

– Fomos colocados agachados no chão em duas carreiras e fomos espancados pelos policias militares –, disse durante o interrogatório.

Por sua vez, Carioca disse que estava isolado juntamente com Cirção e outros presos no momento em que aconteceram as mortes.

O julgamento continua nesta terça-feira com os debates entre a defesa e a acusação. Até o fim deste mês os demais 11 acusados também serão julgados. Na última quinta-feira, os primeiros dois réus a irem a julgamento foram considerados culpados. Michel Alves das Chagas e Anselmo Garcia de Almeida foram condenados a 486 anos e 445 anos de prisão respectivamente.

A chacina ocorreu em 2002 durante uma das rebeliões mais sangrentas da história do país, quando 27 presos foram mortos. O caso é considerado o maior assassinato coletivo de presos do país depois do Massacre do Carandiru em 1992, em São Paulo. No Carandiru, uma invasão policial para acabar com uma rebelião causou a morte de 111 detentos.

 

As mortes no Presídio Urso Branco ganharam repercussão internacional pela brutalidade, que envolveu até decapitação, choque elétrico e enforcamento.

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