Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2026

Acusado nega ter discutido propina com irmão de Lula

Quinta, 07 de Junho de 2007 às 11:00, por: CdB

O empresário Nilton Cezar Servo, apontado como um dos líderes da máfia dos caça-níqueis, disse na quarta-feira em depoimento à Polícia Federal que tinha amizade com Genival Inácio da Silva, o Vavá, mas não discutia propina com ele. A informação foi dada pelo advogado Éldes Rodrigues.

Preso na terça-feira no Triângulo Mineiro, Servo começou a depor às 10h de quarta-feira na sede da PF em Campo Grande (MS). O interrogatório durou cerca de 12 horas.

Além de Servo, três filhos dele e a mulher foram presos na Operação Xeque-Mate. Rodrigues, o advogado da família Servo, disse que há no inquérito ao menos 20 escutas telefônicas de Servo e 15 de seu filho Victor Emmanuel, também preso anteontem e que aparece como dono de uma casa de caça-níqueis em Campo Grande.

A casa funcionou de janeiro de 2006 até abril deste ano, quando foi fechada pela PF. As 17 máquinas apreendidas movimentavam R$ 15 mil por dia. Os equipamentos foram apreendidos ontem pela PF.

Servo argumenta que a casa funcionava com uma liminar da Justiça. Segundo o advogado, as conversas gravadas pela polícia tratavam de compra de "máquinas caça-níqueis, principalmente com a empresa Multiplay de São Paulo".

Nas escutas telefônicas, apareceu, segundo o advogado, uma tentativa de acerto entre donos de máquinas caça-níqueis em fevereiro de 2007.

A Polícia Federal mostrou o dinheiro apreendido na casa de caça-níqueis de São Paulo de Alfredo Loureiro Cursino. Foram R$ 9.617, 30 mil e US$ 29.918, além de 900 gramas de ouro.
 

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