O 3º Tribunal do Júri da Capital irá julgar nesta terça-feira, Juarez José de Souza, 30 anos, acusado de matar e serrar a empresária Edna Tosta Gadelha Souza, em 28 de agosto de 2006, numa clínica veterinária em Botafogo, devido a uma vingança. O juiz Sidney Rosa da Silva irá presidir o julgamento. A defensora pública Enedir Santos fará a defesa do réu, e a acusação será feita pelo promotor Marcelo Monteiro.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia do crime, por volta das 13h30, Edna teria ido à clínica, na Rua Bambina, em Botafogo, onde Juarez era vigia, com intenção de alugar o imóvel. Ele reconheceu então a vítima, com a qual discutira um mês atrás por causa de uma vaga de garagem, e resolveu matá-la por vingança. Para isto, permitiu que ela entrasse na casa e, quando Edna descia do segundo andar, bateu com um pedaço de mármore na parte de trás de sua cabeça, fazendo-a desfalecer. Em seguida, em um outro cômodo, cortou a sua garganta e esquartejou o seu corpo.
Segundo a denúncia, o réu teria utilizado um serrote e colocado depois os pedaços do corpo de Edna em seis sacos pretos, que foram distribuídos em diversas lixeiras do bairro de Botafogo. Mais tarde, um catador de lixo achou, na Rua Sorocaba, altura do número 667, as pernas dela em um saco, além de sua bolsa e documentos, e a parte superior do corpo na Rua São Clemente. O acusado, que era também guardador de carros, comentou que se sentira humilhado porque Edna, diante da recusa de tirar o veículo do local, o teria chamado de "magrinho" e resolveu, então, puni-la.
Juarez pode pegar, pelo homicídio, pena de 12 a 30 anos e, pela ocultação, de um a três mais multa.