Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Acusado de matar casal nega crime durante depoimento

Quarta, 07 de Novembro de 2007 às 14:37, por: CdB

O acusado de matar há quatro anos o casal de jovens Felipe Caffé e Liana Friedenbach, Paulo César da Silva Marques, conhecido como “Pernambuco”, negou o crime nesta quarta-feira, durante seu julgamento. O interrogatório dele durou pouco mais de 1h30 na Câmara Municipal de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.

— Ele hoje negou o crime, sendo que já tinha se assumido réu confesso. Esperamos que a Justiça seja feita e ele seja condenado pela morte de Liana e Felipe —, disse a advogada da família de Liana Friedenbach, Carla Domenico.

De acordo com ela, o réu alegou ter sido torturado pela polícia, mas a defesa ainda não apresentou provas. Carla e o promotor do 2º Tribunal do Júri de São Paulo Norberto Joia, responsáveis pela acusação, acreditam que o depoimento do réu foi contraditório e cheio de respostas evasivas.

A expectativa da promotoria é que, pelo fato de o depoimento do réu ter se mostrado sem clareza e por "Pernambuco" ter confessado o crime em outra ocasião, ele seja julgado culpado.
Para o advogado do réu, Bernardo Campos Carvalho, embora Pernambuco seja réu confesso, o processo está repleto de dúvidas e contradições da acusação.

— Há um fato novo que iremos apresentar a favor de Paulo César da Silva Marques. Não irá auxiliar na inocência dele, mas sera uma bomba —, revelou o advogado.

— Iremos anunciar no momento oportuno. Por agora, não podemos dar detalhes —, disse.
 
Por volta das 12h30, a juiza Patrícia Padilha suspendeu o julgamento para o almoço, devendo voltar às 14h. De acordo com uma funcionária da Câmara, ninguém deverá sair do prédio onde está sendo realizado o julgamento. Eles receberam de uma empresa contratada o almoço no local.
 
O julgamento começou por volta das 10h40 desta quarta-feira. O início estava previsto para as 9h mas, de segundo a funcionária da Câmara, atrasou devido ao sorteio do júri. Ele é formado por quatro mulheres e dois homens. A previsão é que o julgamento dure dois dias.

Tags:
Edições digital e impressa