O ex-senador Francisco Escórcio, demitido do Senado Federal após ser acusado de espionagem, se encontrou nesta terça-feira com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na residência oficial do Senado para prestar solidariedade ao presidente licenciado da Casa.
A demissão de Escórcio foi assinada por Renan na última quinta-feira, antes de se licenciar da presidência da Casa por 45 dias. O ex-senador estava lotado na presidência do Senado, como servidor, antes de ser demitido de suas funções. Ele foi acusado de viajar a Goiânia (GO) para produzir um dossiê, supostamente a mando de Renan, contra os senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (DEM-GO).
O dossiê seria utilizado por Renan para chantagear os dois senadores da oposição, que defendiam a cassação do seu mandato. Antes de se afastar da presidência do Senado, no entanto, Renan fez um pronunciamento no plenário da Casa para negar as acusações que renderam ao peemedebista o quinto processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.
Renan havia determinado a abertura de sindicância para apurar a denúncia de espionagem, mas o pedido foi arquivado nesta segunda-feira pelo primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB). O senador avaliou que a sindicância se tornou "inócua", uma vez que Escórcio foi demitido e a Mesa Diretora do Senado decidiu encaminhar a denúncia para investigação no Conselho de Ética.
O presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), negou, nesta terça-feira, que esteja disposto a promover novas demissões de funcionários ligados a Renan. Mas encomendou um estudo a auxiliares para fazer uma espécie de raio-X dos funcionários da Casa que ocupavam cargos de confiança a pedido de Renan.
Acusado de espionagem, Francisco Escórcio é demitido do Senado
Terça, 16 de Outubro de 2007 às 15:33, por: CdB