O francês Zacarias Moussaoui, único acusado pelos Estados Unidos em relação aos atentados do 11 de setembro de 2001, teve negado nesta sexta-feira seu pedido de autodefesa. Ele está sendo julgado em Alexandria (Virgínia, leste dos EUA).
A juíza encarregada do caso, Leonie Brinkema, justificou sua decisão pelas "repetidas violações" às suas exortações para que deixasse de recorrer a palavras impróprias, ou até grosseiras, em suas petições manuscritas. Há vários meses, Moussaoui bombardeia a juíza com pedidos irônicos, às vezes insultuosos, quase sempre incompreensíveis e eventualmente ameaçadores.
Brinkema ressaltou que, a partir de agora, aceitará apenas as demandas dos advogados indicados, que até o momento se limitaram a supervisionar a distância a defesa de seu cliente.
Em 14 de junho de 2002, Moussaoui foi autorizado a defender a si próprio, após repetidas solicitações e suas recusas a aceitar os serviços de três defensores públicos, acusando-os de serem agentes do poder judiciário norte-americano. De acordo com a juíza, caso o réu insista em apresentar outras demandas por escrito, elas serão arquivadas e uma cópia do material será enviada aos advogados apenas pro forma.
No dia 6 de novembro, a magistrada alertou formalmente o acusado de que corria o risco de receber sanções por insulto e que poderia até ser privado do direito de se defender se continuasse apresentando demandas "fúteis, escandalosas, desrespeitosas e repetitivas".