Um dos principais acusados de integrar a máfia do sangue prestou depoimento no Recife. Luiz Cláudio Gomes da Silva, que era coordenador de recursos logísticos do Ministério da Saúde, tentou justificar os R$ 200 mil que guardava em casa.
Segundo divulgou oJornal Nacional, ele disse que não gosta de caderneta de poupança e que o dinheiro era o resultado de antigas economias e não de corrupção. O depoimento será enviado à Justiça Federal em Brasília.
A Justiça Federal está ouvindo os denunciados no esquema de desvio de verbas na compra de derivados do sangue do Ministério da Saúde revelado pela Operação Vampiro, da Polícia Federal. A máfia atuou durante dez anos no Ministério da Saúde, dando um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos mediante fraudes na compra de hemoderivados. Segundo o Ministério Público, parte dos recursos desviados era canalizada para campanhas eleitorais.