Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Acusada de venda de sentenças nega esquema

Terça, 13 de Janeiro de 2004 às 20:41, por: CdB

Norma Cunha, acusada de movimentar o dinheiro do suposto esquema de venda de decisões judiciais investigado pela Operação Anaconda, negou hoje, no depoimento de três horas à Justiça Federal, em São Paulo, envolvimento no esquema, que, segundo ela, nunca existiu.

De acordo com o "Jornal Nacional", Norma disse que o dinheiro apreendido na sua casa (cerca de US$ 500 mil) teria sido obtido pela venda de imóveis e com o trabalho como auditora federal e garimpeira.

Norma, ex-mulher do juiz João Carlos da Rocha Mattos, também suspeito de envolvimento, é apontada como caixa do esquema de venda de sentenças dentro da Justiça Federal. Por medida de segurança, Norma está presa em Brasília, de onde saiu especialmente, com colete a prova de balas, para prestar depoimento em São Paulo.

Norma disse que todas as acusações feitas anteriormente por ela contra o ex-marido tinham por motivo vingança, já que eles estavam separados e Rocha Mattos estava casado com outra mulher. Até agora, 12 pessoas foram denunciadas por participação na quadrilha. Nove foram presas preventivamente.

Um delegado da Polícia Federal e dois juízes estão afastados das funções e respondem ao processo em liberdade.

No depoimento desta terça-feira, Norma também explicou o relacionamento que teve com o doleiro da Operação Uruguai Najum Turner, que já foi réu em processo comandado por Rocha Mattos.

Em uma gravação interceptada pela polícia, Norma conta a César Herman, agente federal preso, que Turner a levou a um pronto-socorro durante duas noites em que estava doente. O advogado de Norma, Paulo Esteves, falou sobre o relacionamento dos dois.

- Norma disse que foi procurada por Najum Turner e daí teve um relacionamento que não era do tipo que apreendesse qualquer tipo de vantagem econômica - declarou o advogado ao JN.

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