A arquidiocese de Portland, no Oregon, Estados Unidos, declarou, na última terça-feira, falência devido as diversas denúncias de abuso sexual. A ação pode ser a primeira ação deste tipo tomada por uma diocese da Igreja católica no país.
A decisão suspende duas ações que buscam um total de US$ 155 milhões de indenização, que deveriam ter começado hoje, disse a jornalistas o arcebispo John Vlazny. Segundo ele, o pedido de concordata permitirá à Igreja pagar todas as indenizações sem precisar vender os ativos da paróquia.
Ao pedir falência nos EUA, uma organização se livra da ameaça de ações de credores enquanto se reorganiza.
- Isso nos permitirá continuar nosso bom trabalho sem temer um veredicto iminente e ainda maior. As atividades de nossa paróquia e escolas continuarão normalmente - afirmou Vlazny.
A arquidiocese pagou US$ 21 milhões de seus próprios recursos para solucionar queixas nos últimos quatro anos e US$ 53 milhões nas últimas cinco décadas, disse Vlazny. Porém, as companhias de seguro negaram-se a cobrir cerca de 60 ações existentes atualmente.
- O pote de ouro está bem vazio agora. As grandes companhias de seguro não estão pagando o que deveriam nas indenizações - disse.
A igreja, que atende a cerca de 350 mil pessoas no Oregon, não quis identificar as seguradoras. Os querelantes nos últimos casos, que acusam o ex-padre Maurice Grammond de abusar de mais de 50 garotos na década de 1980, acusaram a igreja de tentar esquivar-se de sua responsabilidade e evitar a divulgação pública do caso em um julgamento.
Para o advogado David Slader, 'eles - a igreja - escolheram a saída mais fácil e barata e driblaram a responsabilidade'.
Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026
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