A Rússia e os países que integram o Mercosul (Mercado Comum do Sul) assinaram nesta sexta-feira, no Itamaraty, um Memorando de Entendimento para o Estabelecimento do Mecanismo de Diálogo Político e Cooperação. O acordo busca o incremento das consultas políticas, econômicas, técnicas e culturais, além de contato mútuo sobre a situação internacional e regional, entre o bloco econômico e a Federação Russa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov e os ministros das Relações Exteriores dos países membros (Brasil, Venezuela, Paraguai, Argentina e Uruguai) e associados (Bolívia e Chile) do Mercosul assinaram o memorando.
Falando em nome do Mercosul, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, destacou a importância do documento para o bloco econômico regional.
- É uma demonstração do nosso interesse em operar não só como uma união aduaneira, como um mercado comum, mas também como uma entidade que tem uma personalidade externa -, sublinhou.
Amorim lembrou, ainda, que há tempos o Mercosul mantinha consultas com a Rússia, cuja parceria se materializava naquele momento com a assinatura do memorando.
- Esse documento firma a base para encontros periódicos, e espelha bem o nosso desejo de manter o diálogo aprofundado em relação a princípios comuns, que são a defesa da paz, o multilateralismo, a autodeterminação e a não intervenção, e a solução pacífica de controvérsias -, pontuou.
O ministro Serguei Lavrov ressaltou que o memorando não estabelece apenas contatos políticos, mas também reforça a consulta entre as duas partes no combate ao terrorismo internacional, ao narcotráfico e ao crime organizado.
- Mas queremos, ainda, aprofundar futuros acordos econômicos entre o Mercosul e Rússia -, finalizou.
Ontem, Amorim e Lavrov se reuniram em Brasília para discutir as possibilidades de intensificação do relacionamento entre Brasília e Moscou nos mais diversos campos. A visita oficial do ministro russo ao Brasil começou na quinta-feira e termina nesta sexta.
Acordos Mercosul-Rússia incluem combate ao crime internacional
Sexta, 15 de Dezembro de 2006 às 14:08, por: CdB