Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Acordo garante saída de americanos de Falluja

Quinta, 29 de Abril de 2004 às 06:45, por: CdB

Acordo obtido nesta quinta-feira, depois de  quase um mês de cerco e combates violentos com rebeldes iraquianos, garante que os fuzileiros navais americanos começarão nesta sexta-feira a abandonar o cerco à cidade iraquiana de Falluja, sendo substituídos por ex-soldados e comandantes iraquianos. 

O plano obtido nesta quinta-feira prevê a reformulação de uma parte do Exército do Iraque que debandou depois que as forças da coalizão derrubaram o regime de Saddam Hussein. Formada por soldados muçulmanos sunitas - a mesma linha religiosa do ex-ditador - a força assumirá a responsabilidade pela estabilização de Falluja, onde se acredita que mais de mil pessoas tenham morrido.

O anúncio do acordo foi feito após três dias de violentos combates na cidade, que incluíram bombardeios por aviões e helicópteros americanos. O coronel Brennan Byrner, comandante de alto escalão dos fuzileiros navais americanos na cidade, disse que segundo o acordo, um novo "Exército de Proteção de Falluja" - formado por entre 900 e mil soldados - integrará um comando que se reportará ao general James P. Conway, comandante da 1ª Força Expedicionária dos Fuzileiros Navais, que é encarregada do Oeste do Iraque, incluindo de Falluja.

O plano será implementado ao longo de "uma ou duas semanas", disse o repórter Tony Perry, do jornal "Los Angeles Times", que acompanha os fuzileiros em Falluja. Mas o plano começará a ser posto em prática já nesta sexta-feira, com o início da saída americana.

O conflito em Falluja tornou-se a mais longa e violenta crise do Iraque desde o começo da guerra. Fuzileiros navais entraram em Falluja no dia 5 de abril, cinco dias depois de quatro americanos terem sido mortos e mutilados por uma multidão de iraquianos no local. Desde então, dezenas de fuzileiros morreram ou ficaram feridos em Falluja. Estima-se que centenas de iraquianos - entre civis e rebeldes - tenham perdido a vida no cerco.

Um acordo de cessar-fogo alcançado com a ajuda de líderes locais e assinado pelos EUA no dia 19 de abril foi ignorado pelos moradores da cidade - e pelos rebeldes. Apesar de o acordo pedir a entrega de armas pesadas como morteiros e lançadores de granadas aos fuzileiros, foram depostas apenas armas velhas.

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