O circuito de Silverstone, casa do Grande Prêmio da Inglaterra e berço da Fórmula 1, assegurou sua vaga no calendário da categoria pelos próximos cinco anos.
O empresário da Fórmula 1 Bernie Ecclestone havia dado ao Clube Britânico de Pilotos (BRDC), proprietário do circuito, um prazo até quinta-feira para que fosse selado um acordo ou a prova deixaria de ser disputada pela primeira vez em 54 anos.
O britânico Ecclestone, que apresentará sua versão final do calendário de 2005 à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em Mônaco na sexta-feira, confirmou que o negócio havia sido concretizado.
"Estou muito contente que, com a ajuda do diretor do BRDC Ray Bellm, nós tenhamos alcançado um acordo de cinco anos para Silverstone", disse ele em um comunicado de duas linhas.
Bellm disse em uma carta separada que o BRDC promoverá a prova até 2009. Os termos do acordo são confidenciais.
A data da corrida será confirmada na sexta-feira. O presidente da federação francesa (FFSA), Jacques Regis, disse que Magny-Cours deve ocupar a data de Silverstone, 3 de julho, que coincide com a final do torneio de tênis de Wimbledon.
O Grande Prêmio Britânico agora deve acontecer no final de semana seguinte, com a Alemanha completando uma trinca de provas em finais de semanas consecutivos.
O calendário de 2005 agora terá 19 corridas, um recorde na história da Fórmula 1.
A Grã-Bretanha recebeu corridas em todos os anos desde a primeira prova da Fórmula 1, justamente em Silverstone, um ex-campo de aviação da Segunda Guerra Mundial, em 1950.
O anúncio de quinta-feira encerra uma longa discussão entre o BRDC, Ecclestone e o governo britânico sobre o futuro da corrida.
Ecclestone foi um crítico constante do BRDC e do presidente do clube Jackie Stewart, apesar de ser membro da entidade. Ele entrou com um processo de calúnia contra Stewart em outubro, quando declarou que a corrida havia morrido.