Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Acordo entre CorpBanca e Itaú é discutido por investidor dos EUA

Um investidor minoritário norte-americano está pedindo ao conselho do CorpBanca para desfazer sua recente associação com o Itaú Unibanco Holding e lançar um novo leilão, alegando que o banco chileno beneficiou seu acionista controlador, em detrimento dos minoritários, de acordo com documento ao qual a agência inglesa de notícias Reuters teve acesso.

Terça, 04 de Março de 2014 às 09:54, por: CdB
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Um investidor minoritário norte-americano está pedindo ao conselho do CorpBanca para desfazer sua recente associação com o Itaú Unibanco
Um investidor minoritário norte-americano está pedindo ao conselho do CorpBanca para desfazer sua recente associação com o Itaú Unibanco Holding e lançar um novo leilão, alegando que o banco chileno beneficiou seu acionista controlador, em detrimento dos minoritários, de acordo com documento ao qual a agência inglesa de notícias Reuters teve acesso. O fundo Cartica Management LLC disse em uma carta enviada na segunda-feira ao conselho do CorpBanca que o acordo com o Itaú, estimado em US$ 3,7 bilhões, subvalorizou as ações do banco e beneficiou o bilionário chileno Alvaro Saieh e sua holding de investimentos Corp Group. O Cartica, que administra mais de US$ 2 bilhões, possui 3,2%  do banco chileno, segundo a carta. Ele se recusou a comentar o assunto O CorpBanca não fez comentários imediatos sobre o assunto. Não foram localizados representantes do Itaú para comentar. Executivos do CorpBanca haviam defendido anteriormente o acordo, que foi anunciado no fim de janeiro, dizendo que uma associação com o Itaú ajudaria a fazer dele um líder regional. A expectativa é que a entidade resultante, a ser chamada Itaú CorpBanca, tenha valor de mercado de US$ 8 bilhões, cerca de 10 mil funcionários e 390 agências. A ação do Cartica, um exemplo raro de ativismo de investidor na região, ameaça a maior fusão bancária da América Latina desde 2008. As ações do CorpBanca caíram 13,5 %  em 29 de janeiro, dia em que o acordo foi anunciado, refletindo a decepção entre os investidores de que os termos foram favoráveis demais ao Itaú. O acordo dá ao Itaú uma importante base entre bancos de varejo no Chile e abre caminho para crescer na Colômbia, onde o CorpBanca tem também tem operações.
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