O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse nesta segunda-feira que o acordo entre Brasil e Paraguai sobre a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, assinado neste final de semana, normaliza as relações entre os dois países, que sofriam “um certo desgaste”. Embora o acordo tenha ficado aquém das primeiras reivindicações do Paraguai, o Brasil aceita triplicar para US$ 360 milhões a taxa paga pela energia não utilizada pelo vizinho (o Paraguai queria US$ 800) e assinala a possibilidade de o Paraguai vender a energia excedente para outros países.
– Sempre se quer mais. Mas essa foi uma proposta aceita pelo Paraguai e a última que ele fez ao Brasil. Acho que desatamos um nó que havia até então – afirmou.
Após participar do Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio, no Rio de Janeiro, Garcia também disse que o acordo beneficiará o Paraguai sem criar nenhum tipo de ônus para o consumidor brasileiro.
– Os custos do acordo serão assumidos em parte pelo Tesouro e em parte por uma série de soluções técnicas que são estudadas e anunciadas nos próximos 60 dias – disse.
O assessor ainda explicou que os detalhes do contrato, como a viabilidade da venda da energia excedente do Paraguai para terceiro, a partir de 2023, serão analisados pelos governos dos dois países nos próximos meses.