Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Acordo com Irã pode diminuir o risco de bomba nuclear

Apontado por Israel como um "mau negócio", o acordo entre o Irã e seis potências mundiais para restringir o programa nuclear iraniano deve, no entanto, tornar mais difícil a fabricação de uma bomba atômica por Teerã.

Domingo, 24 de Novembro de 2013 às 11:58, por: CdB
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O acordo provisório deste domingo tem como objetivo paralisar a expansão das atividades atômicas
Apontado por Israel como um "mau negócio", o acordo entre o Irã e seis potências mundiais para restringir o programa nuclear iraniano deve, no entanto, tornar mais difícil a fabricação de uma bomba atômica por Teerã. O acordo provisório deste domingo tem como objetivo paralisar a expansão das atividades atômicas iranianas e ganhar tempo para a negociação de um acordo final para o impasse nuclear que já dura uma década. No entanto, por enquanto, o Irã vai manter milhares de centrífugas refinando urânio, embora abaixo do nível de concentração necessário para fabricar armas nucleares, e um estoque do material que poderia ser usado para bombas caso fosse ainda bem mais processado. - O acordo provisório trouxe conquistas - afirmou o especialista, David Albright, do Instituto de Ciência e Segurança Internacional (Isis, na sigla em inglês). Segundo ele, o acordo eliminaria o estoque de gás de urânio refinado a uma pureza de 20 por cento, fonte de grandes preocupações do Ocidente. Pelo acordo, o Irã deve paralisar o enriquecimento em graus mais altos e também diluir ou converter a sua reserva de material altamente enriquecido em um formato que não permite o reprocessamento, de acordo com um comunicado norte-americano. Quando isso for feito, o tempo que levaria para o Irã produzir quantidade suficiente de urânio altamente enriquecido para uma bomba atômica aumentaria de pelo menos 1 a 1,6 mês para pelo menos 1,9 a 2,2 meses, se Teerã usasse todas as suas centrífugas instaladas, disse Albright, por e-mail. - Isso pode parecer pouco, mas com a AIEA checando diariamente o filmado pela câmera de Natanz e Fordow, esse aumento é significativo - afirmou ele, se referindo à Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas. O Irã se comprometeu a dar aos inspetores da AIEA acesso diário a suas instalações de enriquecimento em Natanz e Fordow, segundo os EUA. Essas usinas são as que provocam maior controvérsia. - Esse acesso vai dar ainda mais transparência ao enriquecimento e diminuir o tempo necessário para se detectar algum descumprimento - diz o comunicado norte-americano.
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