Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Acordo com a França para construção de armamentos sai até julho

O Brasil deverá assinar a compra de 50 helicópteros militares franceses, a serem construídos no país, como parte de uma aliança estratégica de defesa, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim à agência inglesa de notícias Reuters, na noite desta terça-feira. (Leia Mais)

Quarta, 12 de Março de 2008 às 08:07, por: CdB

O Brasil deverá assinar a compra de 50 helicópteros militares franceses, a serem construídos no país, como parte de uma aliança estratégica de defesa, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim à agência inglesa de notícias Reuters, na noite desta terça-feira.

- Nós devemos assinar todos os documentos necessários em junho ou julho - afirmou Jobim.

Segundo o despacho da agência, uma subsidiária brasileira da Eurocopter vai construir as unidades. Os dois países também vão assinar uma aliança estratégica de defesa incluindo a construção de um submarino nuclear no Brasil até dezembro, acrescentou Jobim.

- Eu não vejo nenhum obstáculo (para o acordo de submarinos). Existe um acordo político - disse Jobim ao jornalista Raymond Colitt.

De acordo com o ministro, o objetivo do tratado é propiciar a criação de uma joint venture para construir também, no mínimo, um submarino convencional e depois outro com propulsão nuclear desenvolvido pelo Brasil. O Brasil entrou em um grande programa para melhorar suas Forças Armadas, planejando comprar e construir equipamentos para defender sua costa, rica em petróleo, e a porosa fronteira na região amazônica.

- Nós não teremos uma força dissuasiva no Atlântico se não tivermos uma ferramenta rápida, o submarino nuclear, com participação doméstica - disse o o ministro à agência internacional.

O governo brasileiro também estaria disposto a demonstrar que não existem problemas com os vizinhos e não deseja provocar uma corrida armamentista na América Latina com uma onda de gastos militares, cujo tamanho estimado não foi divulgado. O ministro concluiu que o submarino proposto não é uma embarcação de ataque e não seria armado com mísseis nucleares.

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