Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Ações de combate ao risco de epidemia de dengue começam amanhã no Rio de Janeiro

Quarta, 31 de Agosto de 2011 às 12:48, por: CdB

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Para conter uma possível epidemia de dengue na capital fluminense, durante o verão de 2012, a prefeitura da cidade divulgou hoje (31) uma série de ações de prevenção e assistência aos doentes. A principal medida é o decreto de Estado de Alerta para a dengue, que começa a valer a partir de amanhã (1) e permitirá agentes de saúde entrar em imóveis fechados.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, as residência particulares concentram 82% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que podem deflagrar a epidemia. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, as análises epidemiológicas sinalizam alerta máximo, principalmente na zona norte, no centro e na zona oeste, que devem ser as áreas da cidade com maior incidência da doença.

"Tivemos duas epidemias na história do Rio, em 2002 e 2008, e o que se observou é que em 2001 e 2007 o número de casos apresentou uma curva de crescimento. Esse quadro se repete em 2011, portanto, tudo aponta para um novo ciclo da doença mais amplo e mais elevado. Não quero assustar ninguém, mas a nossa convicção é essa", disse o prefeito em entrevista à imprensa.

Pela regras do decreto, os agentes de vigilância em saúde poderão entrar nos imóveis abandonados ou fechados 24h depois de notificar os proprietários, que não poderão recusar a inspeção sob pena de multa. Também será punido quem por mais de uma vez deixar caixas d'água sem tampas e piscinas sem tratamento. O valor cobrado em cada caso será anunciado em 30 dias.

O Plano de Combate à dengue também incluiu a contratação de agentes de saúde, que somarão 3,6 mil e farão cerca de sete milhões de visitas no próximo ano (três vezes mais que em 2011), o uso de 40 carros fumacê, além da instalação de 30 polos de hidratação para atendimento à população, sendo que dez funcionarão 24 horas. O plano custará R$ 42 milhões e será executado até abril.

A prefeitura do Rio está preocupada com a volta da variação de dengue tipo 1 e a entrada do vírus tipo 4 para o qual a população com menos de 20 anos não tem proteção. Por causa das epidemias registradas em 2002 e 2008, os cariocas ficaram mais resistentes às variações da dengue tipo 2 e tipo 3, que tendem a fazer menos vítimas no verão que se aproxima.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, explicou que a dengue é afeta várias cidades do mundo e é de difícil erradicação. "Não há poder público no mundo que consiga tomar conta de todas as propriedades privadas todos os dias. Por isso, a participação de cada um de nós é fundamental. O grande risco está dentro de nossa casa".

De acordo com o Ministério da Saúde, o estado do Rio de Janeiro lidera as estatísticas de dengue no país. De janeiro a junho, 85 pessoas morreram por causa da doença, um aumento é de 157% de óbitos em relação ao mesmo período de 2010.
 

Edição: Rivadavia Severo

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