A exemplo do que aconteceu em outubro do ano passado após o desastre com o Boeing da Gol que matou 154 pessoas, as ações da TAM despencaram nesta quarta-feira, menos de 24 horas depois do acidente que matou 186 pessoas, entre tripulantes e passageiros, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
As ações da TAM recuaram 5,78% e lideraram as perdas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), seguidas de Gol que cederam 3,44%. As ordens de vendas dos papéis são intensas desde a abertura, tanto que os títulos estiveram por 15 minutos em leilão.
Devido às vendas aceleradas, o giro financeiro com os papéis eram os mais expressivos do pregão. TAM movimentava R$ 153 milhões, após 2.355 negócios, enquanto Gol somava R$ 61 milhões, com 1.446 transações concluídas. O índice Bovespa à vista cedia 0,88%, aos 57.152 pontos. O giro financeiro era de R$ 815 milhões.
Os papéis das companhias aéreas vão sofrer por alguns dias, de acordo com a previsão de especialistas. No entanto, no médio prazo, ou até que alguma medida na área de infra-estrutura seja tomada, as ações tendem a recuperar parte das perdas acentuadas que devem acumular no curto prazo.
A exposição da imagem da TAM na mídia também contribui para que os títulos da empresa caiam mais do que os da concorrente na Bovespa.
Por volta das 18h50 de terça-feira, o Airbus A-320 da TAM, procedente de Porto Alegre, não conseguiu pousar na pista molhada do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e explodiu ao se chocar contra um depósito da TAM Express do outro lado da Avenida Washington Luís.