Alto comissário, António Guterres, disse que mais de 110 mil pessoas já fugiram da violência no país; postos do Acnur na Tunísia e no Egito estão recebendo líbios e estrangeiros.
Civis deixam a Líbia
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, informou que 110 mil pessoas já saíram da Líbia em direção ao Egito e à Tunísia para fugir da violência.
De acordo com o alto comissário, António Guterres, a situação dos refugiados é preocupante. Segundo ele, não há aviões ou navios para evacuar as pessoas que partem de zonas de guerra ou países muito pobres.
Empresas Estrangeiras
Guterres pediu ao governos em todo o mundo para pensar em migrantes nesta situação e não somente nos próprios cidadãos.
Vários governos e empresas estrangeiras já conseguiram retirar trabalhadores da Líbia incluindo o Brasil, a Grã-Bretanha e a China. Na sexta-feira, a Organização Internacional para Migrações informou que havia recebido pedido de ajuda de 10 países para evacuar os cidadãos.
Guterres contou que a Líbia abriga 8 mil refugiados, incluindo palestinos, iraquianos, sudaneses e etíopes entre outros.
Mercenários
O Acnur informou que os africanos que estão na Líbia são os que estão sob maior risco de ser associados com mercenários estrangeiros.
A Tunísia informou, no sábado, que 40 mil pessoas cruzaram a fronteira desde o dia 20 de fevereiro. Quase metade deste total é tunisiana. Mas há ainda 15 mil egípcios.
O Acnur no Egito disse que 55 mil pessoas entraram no país fugindo da violência na Líbia.
No sábado, o Acnur entregou mais de 100 toneladas de ajuda humanitária à Tunísia para assistir os refugiados. Um boeing 747 transportou 2 mil barracas, milhares de cobertores e utensílios de cozinha.
A ONU pediu aos países que abram suas fronteiras para que os refugiados possam passar com segurança.