Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

ACM ironiza união entre Bornhausen e Brizola

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acha até natural que Bornhausen converse com outras lideranças, inclusive da base do governo, mas disse que afirmar que haverá aliança municipal com candidato que não seja do PFL é "cegueira ou então ele (Bornhausen) entende pouco de política". (Leia Mais)

Quinta, 08 de Janeiro de 2004 às 09:21, por: CdB

Se depender do PFL da Bahia, não há espaço no Estado para sustentar a aliança pelas eleições municipais de 2004 que foi costurada em um encontro, nesta quarta-feira, entre o presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), e o presidente nacional do PDT, o ex-governador do Rio Leonel Brizola. . O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acha até natural que Bornhausen converse com outras lideranças, inclusive da base do governo, mas disse que afirmar que haverá aliança municipal com candidato que não seja do PFL é "cegueira ou então ele (Bornhausen) entende pouco de política".

Na avaliação do senador, que recentemente entrou em atrito com Borhausen, a quem pediu prestação de contas do partido e depois se desculpou, a Executiva nacional do PFL não pode obrigar os partidários a seguirem uma linha política 'errada'. "Pode fechar questão numa ou outra coisa, mas não pode se meter nas alianças de interesse local". Na Bahia, segundo ACM, o partido está unido nas suas bases e as principais lideranças - o governador Paulo Souto, o prefeito Antonio Imbassahy e ACM - vão apoiar o mesmo candidato.

Aliança do PFL com o PDT na Bahia, segundo afirmou, só se o candidato pedetista, o deputado estadual João Henrique Carneiro, quiser apoiar o candidato do PFL. "Mas acho que João Henrique não vai querer ser vice", ironizou ACM. Indagado sobre conversas que setores do PFL vêm tendo com o deputado João Henrique, deu pouca importância.

- Setores do PFL que tenham conversado talvez não sejam representativos no partido. Os representativos vão ter candidato".

Quanto aos encontros de João Henrique com Imbassahy - que segue uma trajetória de independência dentro do grupo, desde que se atritou com ACM pelas críticas que recebeu devido à condução do movimento dos estudantes por tarifas de ônibus mais baratas - o senador preferiu o tom apaziguador.

- Pode ser almoço, jantar, mas na realidade o prefeito Imbassahy, o governador Paulo Souto e ACM estarão perfeitamente entrosados.

O interesse do senador pela unidade partidária tem uma forte razão. Antonio Imbassahy deixará a prefeitura depois de cumprir duas gestões avaliadas positivamente pelo eleitorado da capital, que o aponta como um dos melhores prefeitos do País. É, portanto, o principal cabo eleitoral dentro do PFL, com condições de eleger seu sucessor.

O PFL ainda não tem candidato. As negociações internas afunilam em torno de dois nomes: do senador e ex-governador César Borges e do secretário da Fazenda Albérico Mascarenhas. Borges é lembrado pelo eleitor nas pesquisas, mas enfrenta grande rejeição. Mascarenhas é um técnico reconhecido, mas como não é político (filiou-se há poucos meses) é desconhecido do grande público. Aparece com apenas 1% nas pesquisas.

A demora do PFL em definir o nome do candidato vem dando espaço, inclusive, para especulações em torno de uma possível candidatura do senador a prefeito de Salvador. ACM nega: "Não penso em me lançar prefeito, nem governador". O senador adiantou que o partido só vai anunciar o candidato do governo à prefeitura de Salvador no momento certo. O PFL não tem pressa.

- Quem define a data é o partido e as lideranças que estão entrosadas. O prefeito, o governador e eu só vamos definir na hora própria.

No meio carlista, a informação é a de que o PFL só deverá anunciar seu candidato após o Carnaval. Alguns mais cautelosos, falam em abril.

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