Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Acidente com avião não deixa sobreviventes

A Aeronáutica informou que até o momento os militares envolvidos nos trabalhos de resgate do acidente com o Boeing 737-800 da Gol não encontraram indícios de sobreviventes. O avião, que transportava 149 passageiros e seis tripulantes, caiu na tarde de sexta-feira. Trata-se do maior acidente da história da aviação brasileira. Destroços da aeronave estão espalhados num raio de dois quilômetros no meio da selva. (Leia Mais)

Domingo, 01 de Outubro de 2006 às 09:48, por: CdB

A Aeronáutica informou  que até o momento os militares envolvidos nos trabalhos de resgate do acidente com o Boeing 737-800 da Gol não encontraram indícios de sobreviventes. O avião, que transportava 149 passageiros e seis tripulantes, caiu na tarde de sexta-feira. Trata-se do maior acidente da história da aviação brasileira. Destroços da aeronave estão espalhados num raio de dois quilômetros no meio da selva.

As equipes da FAB (Força Aérea Brasileira) chegaram ao local onde foram encontrados os destroços da aeronave apenas no começo da tarde, quase 20 horas após a queda do avião da Gol em Mato Grosso. Os pedaços do avião foram localizados por volta das 9h, em uma área de mata muito fechada, a 200 km da cidade de Peixoto de Azevedo.

O acesso ao local foi feito a partir de uma clareira próxima. Uma vez no local, foram iniciados os trabalhos para abrir mais espaços na mata para permitir o pouso de outros helicópteros.

Mesmo sem a confirmação das mortes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de nota, disse ter recebido "com enorme pesar" a notícia sobre o acidente que "tomou a vida dos passageiros e tripulantes que voavam de Manaus para Brasília". A Presidência comunicou ainda que o presidente decidiu decretar três dias oficias de luto nacional. "Está seguro de assim poder expressar a comoção que a queda do vôo 1907 causou à nação brasileira."

Ao lamentar o ocorrido a Gol anunciou, por meio de nota, a garantia de assistência aos parentes de todos os passageiros do Boeing em qualquer aspecto necessário. "Todos os colaboradores da Gol estão comprometidos e engajados em atender às necessidades imediatas das famílias desses passageiros", disse o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior.

Colisão

Por enquanto, não foi confirmado oficialmente se a queda do Boeing teria sido causada por uma colisão com um avião menor, um jato Legacy, fabricado pela Embraer, que conseguiu fazer pouso de emergência sem feridos na base aérea da serra do Cachimbo. O Legacy levava quatro passageiros, todos americanos (entre eles um repórter do New York Times, além do piloto brasileiro.

A posição oficial da Aeronáutica, Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Infraero (estatal que administra aeroportos) é de que ainda é muito cedo para "especular" as possíveis causas do acidente, e que qualquer conclusão seria "mera especulação".

Segundo o brigadeiro José Carlos Pereira, piloto experiente, é preciso descobrir o motivo de dois aviões bem equipados e novos estarem no mesmo nível, quando deveriam estar a uma distância mínima de 300 metros.

- São aviões com equipamentos anticolisão. Precisamos saber por que eles não evitaram o acidente - disse o brigadeiro.

Pereira também levantou a necessidade de esclarecimentos acerca do fato de qual avião estaria acima ou abaixo do nível correto, e ressaltou que a altura das aeronaves, entre 36 e 37 mil pés, é completamente visualizada por radares.

Na velocidade em que os aviões estavam, de acordo com Pereira, seria impossível aos pilotos fazerem qualquer identificação visual de outro avião. No entanto, os equipamentos deveriam ter alertado sobre a possibilidade de rotas coincidentes.

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