Quatro aviadores dos Estados Unidos, quatro da Itália e um iraquiano foram mortos em acidentes aéreos em menos de 24 horas, disseram autoridades nesta terça-feira, sem revelar se os aparelhos foram derrubados por insurgentes.
Um aparelho de seis lugares da Força Aérea iraquiana caiu cerca de 150 quilômetros a nordeste de Bagdá por volta de 12h (locais) de segunda-feira, matando quatro militares dos EUA e o piloto iraquiano, segundo o Ministério da Defesa local.
Um porta-voz do ministério atribuiu inicialmente o incidente a uma tempestade de areia, mas os EUA disseram que a causa será determinada por uma investigação.
Durante a noite, um helicóptero militar italiano caiu nos arredores de Nassirya (sul), quando voltava do Kuweit. Os dois pilotos e os dois responsáveis pela artilharia morreram. Inicialmente, foi descartada ação dos guerrilheiros.
No dia 26, um helicóptero de observação dos EUA já havia sido derrubado por militantes quando sobrevoava Baquba, cidade ao norte de capital.
Em Bagdá, o primeiro-ministro Ibrahim Jaafari condenou a prisão por tropas norte-americanas de uma importante político sunita, na segunda-feira. Ele disse ter exigido explicações do comando militar dos EUA no Iraque para o fato de Mohsen Abdul-Hamid, líder do Partido Islâmico Iraquiano, ter passado 12 horas detido por engano.
O incidente ameaça desgastar ainda mais as relações entre a maioria xiita e a minoria sunita do Iraque, num momento em que há temores de uma guerra civil entre os dois grupos.
- Aquilo foi um erro e o condenamos Exigimos uma explicação e estou esperando a volta do general George Casey para discutir isso com ele - disse o Premier.
Parentes de Abdul-Hamid disseram que as tropas dos EUA invadiram e vasculharam a casa da família e encapuzaram o político antes de levá-lo, junto com seus três filhos.
Enquanto isso, o militante jordaniano Abu Musab Al Zarqawi, declaradamente disposto a provocar um conflito sectário, enviou uma mensagem ao líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, dizendo que sofreu apenas "ferimentos leves", contrariando os rumores de que estaria em estado grave, segundo uma gravação de áudio atribuída a ele.
Em discurso ao Parlamento, Jaafari disse esperar que a nova Constituição seja redigida dentro do prazo, até meados de agosto, mas admitiu que o tempo é curto.
Sobre o combate à violência, ele reconheceu que a tarefa é árdua. "Há grandes problemas, não prometemos remover todos os obstáculos, mas faremos uma diferença tangível na segurança e nos serviços públicos", afirmou.
No domingo, o governo lançou a Operação Relâmpago, destinada a colocar 40 mil policiais e soldados nas ruas e em postos de controle de Bagdá para combater os rebeldes. O primeiro-ministro disse que, nos primeiros dias, vários iraquianos e estrangeiros foram detidos e algumas oficinas onde eram preparados carros-bomba foram desmanteladas.
Em maio, houve 140 explosões de carros-bomba no Iraque. Nesse período, 750 iraquianos e 70 militares dos EUA foram mortos em ataques.
Nesta terça-feira, um caminhão-bomba explodiu junto a uma barreira militar em Baquba, matando dois soldados e ferindo nove.
E, na violenta província de Anbar (oeste), o governador Raja Nawaf, feito refém neste mês, foi encontrado morto junto com seus sequestradores depois de um confronto com as forças norte-americanas, segundo o governo.