A exposição Segredos da Biblioteca a Castro Maya: Erotismo e Arte, fica no Museu da Chácara do Céu até o dia 29 de agosto.
A mostra traz uma coleção requintada da biblioteca de Castro, com 38 livros eróticos e 37 pranchas, com ilustrações e gravuras originais.
Os livros escolhidos entre mais de 900 volumes compõem um painel significativo da literatura erótica oriental e ocidental.
As ilustrações são de importantes artistas como Pablo Picasso, Raoul Duffy, Leonor Fini e Aristide Maillol, entre outros.
Ao percorrer os séculos através da sucessão de imagens de livros com temas relacionados ao amor sensual e erótico, a exposição procura apresentar a literatura erótica, com diversos padrões de conduta, em diferentes épocas.
Na Biblioteca encontra-se um conjunto expressivo de obras da literatura oriental e ocidental ilustradas com cenas românticas e eróticas, outras burlescas e satíricas, que interpretam poemas e romances escritos no período que vai desde o clássico até o século 20.
A descoberta do vasto material erótico surpreendeu até mesmo quem conhecia bem a biblioteca, como a diretora dos Museus Castro Maya, Vera Alencar.
Está na mostra a obra de Pietro Aretino, considerado o mais importante autor pornográfico do Renascimento, que tratou de temas desafiantes como a prostituição e a atividade sexual explícita.
Há destaque ainda na exposição para a pornografia e o erotismo de Pièrre Loüys, que dizia ter traduzido do período clássico os textos de Chansons de Bilitis (Canções de Bilitis), de 1894, e de Aphrodite, seu livro mais conhecido, publicado em 1896.
Estas obras que tanto escandalizaram nos séculos passados, motivando censuras e prisões, atualmente podem parecer mais românticas que eróticas.
Mas nada perdem em sua rara beleza e expressão que, no conjunto depurado por Elizabeth Baez para a exposição Segredos da Biblioteca Castro Maya: Erotismo e Arte, do Museu da Chácara do Céu, podem ser vistas isoladamente, mas tendo sempre os filtros exatos de seu tempo.
Raymundo Ottoni de Castro Maya nasceu em1894 e foi um empresário bem sucedido de sua época.
Também foi homem de cultura, dedicando ao Rio de Janeiro grande parte de suas atividades como industrial, mecenas, colecionador e defensor do patrimônio cultural e natural.
Ele participou da fundação de museus e de instituições culturais, coordenou os trabalhos de remodelação da Floresta da Tijuca e editou importantes livros ilustrados de literatura brasileira e sobre a cidade.
A mostra está instalada no Museu da Chácara do Céu até o dia 29 de agosto, de quarta a sengunda das 12h às 17h. O preço do ingresso é R$ 2,00, mas às quartas-feiras a entrada é franca.