Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Acelera-se a corrida presidencial na Argentina

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 13:10, por: CdB

A movimentação partidária na Argentina para as eleições presidenciais de outubro começou. A anunciada dobradinha Ricardo Alfonsín-Hermes Binner, dos partidos União Cívica Radical (UCR) e Partido Socialista (PS), caiu por terra.

No lugar de Binner entrou o economista Javier Gonzáles Fraga, considerado ortodoxo e com um currículo que engloba a presidência do Banco Central argentino durante os anos neoliberais de Carlos Menem (1989-1999) e a vice-presidência da Bolsa de Comércio em Buenos Aires.

Fraga comporá, assim, a chapa da UCR, o mais importante partido oposicionista da Argentina e estará ao lado de Alfonsín, filho do ex-presidente falecido Raúl Alfonsin, o 1º presidente pós-redemocratização, que governou o país de 1983 a 1989. Em defesa do vice, Ricardo Alfonsín se disse seduzido pelo discurso econômico de Fraga, com base no combate à pobreza.

UCR define seu candidato a vice na chapa de Alfonsin

“ tem um compromisso com a justiça social e com o salto do crescimento econômico e do desenvolvimento”, justificou. Fraga, por sua vez, elogiou os valores democráticos de Ricardo Alfonsín e agradeceu o convite confessando-se entusiasmado com a ideia de “republicanismo” do candidato.

O acordo entre os partidos começou a ruir quando os radicais se aproximaram de Francisco de Narváez, dirigente da aliança União-PRO (peronistas dissidentes liberais) e um dos principais líderes que faz política em Buenos Aires, o mais importante distrito do país.

Enquanto isso, a presidenta Cristina Kirchner continua a favorita nas pesquisas de intenção votos para a eleição de outubro, embora não tenha anunciado ainda se optará pela reeleição. Vamos acompanhar agora o desfecho dos acordos entre os radicais e os socialistas nas 13 provincias da Argentina.

 

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