Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Accor diz que violência no Rio não vai afetar investimentos no país

Segunda, 12 de Maio de 2003 às 12:38, por: CdB

O presidente da Accor Brasil, Firmin António, afirmou nesta segunda-feira que o grupo hoteleiro não deixará de investir no Rio de Janeiro "ou em qualquer cidade do Brasil" por conta de crises como a do acirramento da violência urbana. Para ele, o agravamento da criminalidade na capital fluminense é um obstáculo ao desenvolvimento do turismo mas é uma "questão temporária". "O turismo é um investimento de longo prazo", acrescentou. O executivo ponderou, entretanto, que, em tese, problemas como o da violência no Rio, se prolongados, podem levar ao "replanejamento" nas prioridades do grupo. "Mas a Accor não está fazendo isso", esclareceu. Segundo o presidente do grupo, a crise na segurança no Rio teve, até agora, "um pequeno efeito no fluxo turístico, mas nada problemático". - O Rio conseguiu a proeza de, com todas as suas belezas, compensar este ponto frágil -, destacou. Atualmente, os projetos da Accor para o Brasil incluem a abertura de 70 novas unidades de suas diferentes bandeiras de hotéis e flats (como Sofitel, Novotel, Mercure, Ibis, Formule 1 e Parthenon), até o fim de 2005. O investimento total previsto é de R$ 850 milhões. Com a expansão, a rede do grupo no país saltaria das atuais 120 para 190 unidades. A prioridade, disse o executivo, serão para hotéis voltados ao turismo de negócios e no segmento de baixo custo. A Accor tem, hoje, estabelecimentos em 44 cidades do país. Com as novas unidades, a presença da rede subiria para 66 cidades. Firmin Antonio participou nesta segunda-feira do seminário "O Papel da Iniciativa Privada no Combate à Fome".

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