Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2026

Accor administrará ex-hotéis da máfia em Cuba

Sexta, 17 de Junho de 2005 às 08:30, por: CdB

O grupo francês Accor vai assumir a administração dos hotéis Riviera e Capri, em Cuba, dois dos mais notórios abrigos de mafiosos americanos que começaram a operar antes da revolução comandada por Fidel Castro. 

-  Estamos muito emocionados. Não haverá limites para nossa imaginação. Podemos criar várias coisas nestes dois estabelecimentos clássicos e em seus clubes noturnos - disse Eric Peyre, executivo da Accor.

A reforma do hotel Capri custará US$ 15 milhões aos cofres da Accor. Seu cassino foi administrado pelo ator americano George Raft - conhecido por sua ligação com a máfia - até a chegada de Fidel Castro ao poder em 1959, expulsando os gângsteres da ilha.

Ginger Rogers despontou como estrela principal em Havana quando o chefe da máfia Meyer Lansky decidiu inaugurar um imponente cassino no Riviera, em 1957.

Além do Riviera e do Capri, a Accor, uma das maiores redes hoteleiras do mundo com aproximadamente quatro mil estabelecimentos, detém o hotel Sevilla, onde algumas vezes Al Capone reservava o sexto andar completo, e outro no balneário de Varadero, a 140 quilômetros da capital Havana. O grupo passará a administrar também o hotel de Varadero para a companhia estatal Gran Caribe, ampliando para cinco o número de estabelecimentos da marca no país de regime comunista.

O anúncio da Accor é a mais recente prova da retomada dos investimentos do setor nas opções de entretenimento do país, situação estagnada desde que um clima de incertezas foi gerado em 2004 após a saída do ministro de Turismo e de outros funcionários de altos cargos do governo.
A bandeira de hotéis espanhóis Sol Melia, que opera 21 estabelecimentos na ilha, anunciou em maio dois novos projetos de hotéis enquanto registrava crescimento de 15% nos lucros das operações da rede em Cuba no primeiro trimestre do ano.

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