Uma ação militar não é a solução para o impasse entre as potências ocidentais e o Irã sobre seu programa nuclear, disse o primeiro-ministro francês Dominique de Villepin nesta quinta-feira.
- Minha convicção é a de que ações militares não são solução. Deveríamos de forma coletiva mostrar nossa firmeza. A comunidade internacional deve assumir toda a sua responsabilidade. Devemos tirar as consequências de uma recusa, se isso for confirmado, da parte do Irã de cooperar. É essencial manter a unidade da comunidade internacional - disse Villepin durante uma coletiva de imprensa.
Renúncia
O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, ressaltou nesta quinta-feira, durante a coletiva, que nada o impedirá, "em nenhum momento", de continuar cumprindo sua missão e descartou a possibilidade de renúncia.
- É normal prestar contas em uma democracia, mas isto não me desviará de una missão que me corresponde - afirmou o chefe de Governo.
Ele reiterou que é alvo de uma campanha de "calúnias e mentiras". Villepin é suspeito de ter participado, direta ou indiretamente, de uma manobra política para prejudicar seu principal rival nas eleições presidenciais de 2007, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy. Até hoje não se sabe realmente qual foi o papel de Villepin no escândalo Clearstream, nome de uma companhia francesa com sede em Luxemburgo, um dos paraísos fiscais da Europa.
Segundo as acusações feitas em 2004 por um informante anônimo, que eram falsas, por meio desta empresa políticos franceses, entre eles Sarkozy, podem ter aberto contas secretas. Villepin, na época ministro do Interior, pode ter ordenado, a pedido do presidente Jacques Chirac, uma investigação contra Sarkozy para prejudicá-lo politicamente, o que o premier nega de maneira veemente.