O comandante do Batalhão da Maré (22º BPM), Luigi Felipe Gatto, comentou, nesta quarta-feira, a prisão de 12 homens ocorrida nesta terça-feira, no Morro do Timbau, no Complexo da Maré. Segundo o comandante, os criminosos da Vila dos Pinheiros, também na Maré, invadiram a favela na madrugada de segunda para tomar pontos de venda de drogas. Os bandidos foram presos quando faziam uma família refém. Não houve troca de tiros.
Além disso, os criminosos, suspeitos de ligação com o tráfico de drogas e acusados por formação de quadrilha, costumavam agir também na Linha Amarela, na Avenida Brasil, nos ônibus e nas ruas. A ação foi feita através do serviço de inteligência da Polícia Militar.
— Nós procuramos processar os dados de inteligência que nós tínhamos e fazer uma ação pontual sem colocar em risco a comunidade, já que o marginal não tem compromisso com a legalidade. Nós continuamos monitorando o Morro do Timbau e a Baixada do Sapateiro para que não haja mais esses confrontos que causam sérios transtornos para a população —, explicou Gatto.
De acordo com o comandante, o confronto entre a polícia e os bandidos foi evitado pela superioridade numérica de armamento policial. Apesar disso, Gatto ressaltou que eles estavam bem armados, com três fuzis, três pistolas e cinco granadas defensivas de uso exclusivo das Forças Armadas, de alto poder letal.
O líder da quadrilha, João Ferreira de Almeida, 48 anos, mais conhecido como Kito, comandou a invasão ao Timbau. De acordo com o comandante, Kito teve passagem pela polícia em 1996 por tráfico de drogas, cumpriu a pena e há dois meses ele estava liberto. Ele foi criado no Timbau, mas havia sido expulso. Esse seria o motivo da invasão à favela na tentativa de recuperar os pontos de venda de drogas.
- Ele é um marginal que tem uma postura diferente da marginalidade que atua, geralmente de criminosos mais jovens. Quando ele se viu cercado ele depôs as armas e evitou um mal maior. Obviamente se houvesse uma resistência a ação teria sido diferente —, disse.
Gatto ainda ressaltou que foi escolhido o momento mais oportuno para a prisão dos criminosos. Nesse momento havia menos possibilidade de passagem de moradores da comunidade. Além disso, segundo o comandante, o que facilitou também foi a localização dos criminosos numa vila.
Ação de inteligência resultou em prisões na Maré
Quarta, 10 de Outubro de 2007 às 13:25, por: CdB