Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Ação da PF prende políticos e empresários

Uma organização criminosa que desviava recursos federais de obras públicas é o alvo da Operação Navalha, iniciada nesta quinta-feira pela Polícia Federal em dez estados e no Distrito Federal. Cerca de 400 policiais federais estão mobilizados e já cumpriram 43 dos 80 mandados de prisão preventiva expedidos pelo STF. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Maio de 2007 às 10:31, por: CdB

A Polícia Federal já prendeu, nesta quinta-feira, 43 suspeitos de fraudar licitações e superfaturar obras em vários Estados. A operação desarticulou um esquema de desvio de recursos públicos federais, por meio de fraudes em licitações. Segundo a PF, houve fraudes no Programa de Aceleração do Crescimento e no Programa Luz Para Todos. A Polícia cumpre mais de 80 mandados de busca e apreensão nos estados de Maranhão, Bahia, Alagoas, Piauí, Pernambuco, Sergipe, Goiás, São Paulo e Mato Grosso e no Distrito Federal.

A Operação Navalha da Polícia Federal, deflagrada às 6h desta quinta-feira, já cumpriu 19 dos 40 mandados de prisão preventiva expedidos pelo STF. Entre os detidos estão o deputado distrital Pedro Passos(PMDB); o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Caetano; o prefeito de Sinop (MT), Nilson Leitão (PSDB); e o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB). A operação desarticulou um esquema de desvio de recursos públicos federais, por meio de fraudes em licitações. Além de políticos, foram presos funcionários públicos e empresários envolvidos no esquema.

Cerca de 400 policiais federais estão mobilizados na captura dos suspeitos no Distrito Federal e em nove Estados. Os mandados de busca e apreensão, decretados pela ministra do STF Eliana Calmon. A operadora do esquema seria a empresa Gautama, sediada em Salvador (BA).

As investigações começaram em novembro de 2006. Segundo a PF, o esquema tinha três etapas: primeiro, garantia o direcionamento de verbas públicas para obras de interesse da quadrilha; segundo, obtinha a vitória das empresas envolvidas nas licitações para executar as obras e, por fim, assegurava a liberação de pagamentos de obras superfaturadas, irregulares ou mesmo inexistentes.

O grupo era organizado em três níveis. No primeiro, atuavam pessoas diretamente ligadas à construtora Gautama. No segundo, estavam os auxiliares e intermediários, principalmente os responsáveis pelo pagamento das propinas. No último havia autoridades públicas que tinham a função de remover obstáculos à atuação da organização criminosa.

Alagoas

Em Alagoas, foram detidos o diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), José Márcio Fidelson, o secretário e o subsecretário de Infra-Estrutura, Adeílson Bezerra e Denisson Tenório, respectivamente. Ao ser detido, Tenório mostrou surpresa. "Acho que estou sendo chamado por causa do Pratagy", afirmou. O Pratagy é uma obra hídrica, com o propósito de levar água para a parte baixa de Maceió. A maior parte foi construída no governo anterior.
No Estado, há 40 agentes da Polícia Federal atuando na operação, para cumprir 11 mandados de prisão.

Maranhão

Foi detido nesta manhã o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, em seu apartamento, na praia da Ponta D´Areia, em São Luís. Ele foi levado para a superintêndencia da PF, de onde deve ser transferido para Brasília ainda hoje. Segundo a OAB, a PF apreendeu esta manhã documentos no escritório do ex-procurador-geral do Estado Ulisses Souza. Ele teria sido preso em Brasília. Agentes federais recolhem também documentos no escritório do advogado maranhense Alexandre Lago.

Piauí

Segundo a Polícia Federal do Piauí, no Estado, os integrantes do esquema fraudavam o programa Luz para Todos e estariam se preparando para fraudar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os agentes federais piauienses prenderam o presidente e o diretor administrativo da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Jorge Parga e José Salan, respectivamente; e o diretor de uma empresa terceirizada que presta serviço para a Cepisa, Dimas Veras.

Origem das verbas

A quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do DNIT. Em nível estadual, as fraudes ocorreram nos Estados de Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e Distrito Federal. Quanto

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