O ABN Amro divulgou, nesta segunda-feira, uma queda de 5,6% no lucro trimestral e informou que vai acelerar esforços de reestruturação. O maior banco da Holanda teve um lucro líquido de 1,14 bilhão de euros (US$ 1,45 bilhão) nos últimos três meses, ante 1,2 bilhão de euros divulgado um ano antes. O lucro em 2005 foi influenciado pela venda da unidade de seguros do ABN no Brasil.
O balanço foi impulsionado principalmente por ganhos com atividades de varejo na América Latina, particularmente no Brasil, bem como por performance sólida na Amérida do Norte, informou o banco em comunicado. Isso minimizou receita sazonalmente mais fraca na Europa e contribuição menor que a esperada do Banca Antonveneta, comprado pelo ABN na Itália no ano passado.
Uma média de previsões de 13 analistas apurada pela Reuters estimava o lucro do ABN em 977 milhões de euros.
Mas as ações da instituição financeira recuavam 1,87% às 8h13 (horário de Brasília), pois analistas julgavam que o resultado sem incluir ganhos extraordinários ficou abaixo das expectativas, por conta do Antonveneta. O lucro operacional, que reflete receitas menos despesas, subiu 7,5%, para 1,775 bilhão de euros, ante estimativa média de analistas de 1,72 bilhão de euros.
O ABN, que tinha prometido detalhar novas medidas de restruturação junto com os resultados, informou que vai acelerar cortes de custos, o que afetará mais de 500 cargos executivos.
O vice-presidente financeiro do ABN, Hugh Scott-Barrett, informou que não há planos para mudar a estratégia do ABN em se dedicar a clientes pequenos e médios, especialmente em regiões com melhor crescimento que em seus mercados maduros. Apesar disso, o executivo comentou que a instituição precisa implementar a estratégia de melhor maneira.