Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Abin cedeu 16 agentes para ajudar na <i>Operação Satiagraha</i>

Quarta, 17 de Setembro de 2008 às 10:27, por: CdB

O diretor afastado do Departamento de Contra-Inteligência da Abin, Paulo Maurício Fortunato Pinto, disse que a Abin ofereceu 56 servidores para a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, mas que o contingente máximo em atividade foi de 16 pessoas. A declaração foi feita na reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, que discutiu, nesta quarta-feira,  a suposta realização de grampos telefônicos de conversas de autoridades.

Também na reunião, o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, afirmou que é comum os funcionários da agência auxiliarem operações de outras instituições sem o conhecimento da cúpula, porque as demandas são constantes e diversas. Ele lembrou, no entanto, que a cúpula da Abin autorizou a participação de servidores na Operação Satiagraha. Lacerda reiterou ainda que a Abin não faz escutas telefônicas e que os funcionários atuaram na operação apenas em tarefas como confirmação de endereços e consulta a listas abertas de informação.

Já o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse que a cúpula da PF deveria ter sido comunicada de detalhes da Operação Satiagraha, por causa da natureza e "sensibilidade" da investigação e por envolver diversas instituições. Ele afirmou que a Polícia Federal abriu inquérito interno para investigar essa falta de comunicação, mas ainda não pode adiantar informações sobre o caso.

A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência é responsável pelo controle externo e a fiscalização da área de inteligência no país.

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