Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Abílio Diniz é convocado a depor na polícia do Rio

A governadora Rosinha Garotinho determinou ao secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, que apurasse as supostas denúncias feitas pelo empresário Abílio Diniz, diretor-presidente do Grupo Pão de Açúcar, que teria afirmado que o Rio de Janeiro "sempre foi, tradicionalmente, um estado sonegador", acusando pelo menos duas redes de supermercados instaladas no estado de sonegarem impostos. (Leia Mais)

Quinta, 11 de Dezembro de 2003 às 07:10, por: CdB

A governadora Rosinha Garotinho determinou ao secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, que apurasse as supostas denúncias feitas pelo empresário Abílio Diniz, diretor-presidente do Grupo Pão de Açúcar, que teria afirmado que o Rio de Janeiro "sempre foi, tradicionalmente, um estado sonegador", acusando pelo menos duas redes de supermercados instaladas no estado de sonegarem impostos.

Por determinação do secretário, a Delegacia Fazendária instaurou nesta quinta-feira o inquérito 515/03 e o empresário paulista foi chamado a depor através de fax, enviado pela polícia do Rio à sede do Grupo Pão de Açúcar, em São Paulo.

"As declarações são muito fortes e graves. Partindo de uma pessoa que tem a responsabilidade e a reputação do senhor Abílio Diniz, não apurá-las seria o mesmo que cerrar os olhos para a sonegação", afirmou Garotinho.

De acordo com o secretário, pela natureza das supostas denúncias, é importante que Abílio Diniz confirme no inquérito aquilo que disse à imprensa, por ocasião do anúncio da fusão dos grupos Pão de Açúcar e Sendas.

Além da ação policial, a governadora Rosinha Garotinho determinou ao secretário de Receita, Mário Tinoco, que fosse intensificado o trabalho de inspeção junto às redes de supermercados sediadas no estado. Desde sexta-feira o governo do estado vem realizando esse trabalho de fiscalização.

Garotinho disse ainda ter orientado a delegada Martha Cavalieri, titular da Delegacia Fazendária, a requerer à Justiça a quebra do sigilo fiscal das empresas de supermercados.

A polícia pedirá também à Receita Federal apoio para que possa cruzar os dados relativos aos impostos estaduais e federais recolhidos pelos supermercados.

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