Pressão de Israel e dos Estados Unidos contra a proposta coloca questão no centro das discussões da Assembleia Geral da ONU, realizada nesta semana em Nova York
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 19/09/2011, 14:42
Última atualização às 14:46
TweetSão Paulo - Ainda que a proposta de criação de um Estado da Palestina seja aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (23), haverá "tempos difíceis" para a efetivação da resolução. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, analisou o que pode vir pela frente a partir da decisão de demandar uma resolução à ONU, em função da pressão contrária, exercida por Israel e Estados Unidos.
"Nós decidimos dar esse passo (de propor a criação do Estado palestino) e o inferno se abriu para nós", afirmou Abbas. A proposta é de reconhecimento do Estado da Palestina como território independente definido pelas fronteiras anteriores à guerra de 1967. Na prática, isso quer dizer dois territórios separados por terra, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém dividida com Israel. O Estado judeu considera a cidade indivisível, embora o lado oriental seja habitada majoritariamente por cristãos e muçulmanos.
Para ser aprovada, a proposta precisa de nove dos 15 votos do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O tema é central na semana da 66ª Assembleia Geral da ONU. Por pressão de Israel, de quem é aliado histórico, os Estados Unidos são contra, e informaram que vetarão a proposta se ela for encaminhada ao Conselho de Segurança.
O Brasil apoiará a proposta, segundo disse o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, nesta segunda-feira (19) ao jornal Correio Braziliense. O país irá manter a postura adotada em dezembro de 2010, quando reconheceu a existência do Estado palestino.
O Quarteto para a Paz no Oriente Médio – formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas – tenta alcançar termos para uma resolução alternativa. As conversas do grupo são comandadas pelo primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, e ocorrem paralelamente às reuniões da Assembleia Geral da ONU.
Com informações da Agência Brasil