Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Abbas pede apoio a Bush para conter assentamentos israelenses

Segunda, 07 de Janeiro de 2008 às 10:42, por: CdB

Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas afirmou, nesta segunda-feira, que pedirá ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que coíba a ampliação dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. Bush, que visita o Oriente Médio nesta semana, classificou como um "obstáculo" a expansão dos assentamentos judaicos em terras ocupadas nas quais os palestinos pretendem fundar seu Estado. E disse que discutiria o assunto com o premiê de Israel, Ehud Olmert, durante sua permanência na região, onde desembarca na quarta-feira.

Semana passada, Olmert ordenou o congelamento de novas obras israelenses na Cisjordânia, mas não suspendeu os planos relativos à construção de centenas de casas em uma área localizada nas cercanias de Jerusalém e conhecida pelos israelenses como Har Homa. Os palestinos chamam a área de Jabal Abu Ghneim. As obras na região transformaram-se no principal ponto de discórdia com os palestinos e receberam críticas do governo norte-americano.

Abbas deixou claro que as medidas adotadas por Israel ficaram aquém do que exigem os palestinos a fim de que a diplomacia possa render frutos.

– Desejamos que ele (Bush) primeiro peça aos israelenses que paralisem a construção dos assentamentos e que garantam mais uma vez o fim da ocupação iniciada em 1967 – afirmou Abbas a repórteres após participar de uma missa cristã ortodoxa realizada em Belém.

Segundo ele, o futuro Estado palestino deveria ser criado ao lado de Israel, com "Jerusalém como capital dos dois Estados: Jerusalém Oriental para os palestinos e Jerusalém Ocidental para os israelenses".

As declarações vão ao centro a um conflito já de décadas. Bush, que lançou oficialmente as negociações entre Olmert e Abbas em uma conferência patrocinada pelos EUA e realizada em novembro, espera uma solução mais próxima antes de deixar seu cargo, no começo do próximo ano. Negociadores palestinos e israelenses devem se reunir ainda na segunda-feira para acertar um plano relativo a Jerusalém e outras "questões centrais", as fronteiras de um futuro Estado palestino e o destino dos refugiados palestinos.

Olmert e alguns de seus principais assessores se mostraram dispostos a abrir mão de grande parte da Cisjordânia e das áreas de maioria árabe de Jerusalém por meio de um acordo que permitiria a Israel manter os grandes conjuntos de assentamento existentes na Cisjordânia. Mas o premiê condicionou a entrega das terras a ações de Abbas para controlar os militantes do Hamas, que em junho venceram eleições na Faixa de Gaza. Apesar de o presidente palestino ter avançado nas questões de segurança, Israel afirma que ainda há muito a ser feito.

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