Abbas: oferta para ser membro da ONU não afeta vontade de negociar O Presidente da Autoridade Palestina, que está em viagem pela Europa a fim de obter apoio para o voto na Assembleia Geral da ONU em setembro diz que os palestinos estão prontos para voltar à mesa de negociações. “O que quer que aconteça e qualquer que seja a reação às nossas ações na ONU, sabemos que com certeza retornaremos à mesa de negociações para obtermos as melhores soluções com os israelenses”, disse Abbas, em um discurso em Barcelona.
Haaretz
O Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas disse esta semana à agência France Press que seus esforços para que o Estado da Palestina se torne membro das Nações Unidas não afetarão as negociações com Israel. Abbas começou nesta semana uma visita a vários países europeus para angariar apoio para o voto na ONU pela criação de um estado palestino independente.
“O que quer que aconteça e qualquer que seja a reação às nossas ações na ONU, sabemos que com certeza retornaremos à mesa de negociações para obtermos as melhores soluções com os israelenses”, disse Abbas, em um discurso em Barcelona.
“Os esforços que temos feito para irmos à Assembleia das Nações Unidas em setembro não se dão em detrimento da paz, nem de negociações que queremos continuar mantendo”, acrescentou.
O primeiro ministro Benjamin Netanyahu disse que já deu declarações de que aceita a criação de um Estado palestino, mas que agora cabe ao presidente palestino concretizar seus compromissos.
Ele implorou a Abbas que aceitasse a existência de Israel como um estado judeu, chamando a isso de uma “exigência básica” para se obter a paz na região.
“Eu me dirigi ao meu povo e disse que aceitaria um estado palestino”, contou Netanyahu à diretoria da Agência Judaica num encontro em Jerusalém, no mês passado. “Agora, o presidente Abbas deve se dirigir ao seu povo e dizer: ‘Eu aceito um estado judeu’”.
O governo espanhol pediu numa declaração que Israel e Palestina reiniciassem conversações e que “trabalhassem para continuar a encontrarem uma solução consensual que permitirá a ambos retomarem o diálogo e retornarem à mesa de negociações”.
Tradução: Katarina Peixoto