Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Abbas nega desejo de independência forçada

Logo após um assessor do governo palestino afirmar que independência era uma necessidade para seu país, o presidente negou esta possibilidade.

Quarta, 20 de Fevereiro de 2008 às 09:43, por: CdB

Contrariando as afirmações recentes de um assessor, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse, nesta quarta-feira, que não tem nenhuma pretensão de declarar unilateralmente a independência da Palestina. Ele acredita numa solução diplomática para os conflitos entre Israel e Palestina, incluindo a questão central da cidade sagrada de Jerusalém.

 

Abbas, que na noite de terça-feira, se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, para tentar avançar com o processo de paz, declarou:

 

- Vamos buscar as negociações a fim de alcançar um acordo de paz durante 2008 que inclua a resolução de todas as questões do status final, inclusive Jerusalém. Mas, se não alcançarmos isso, e chegarmos a um impasse, vamos voltar para a nossa nação árabe para tomar a decisão necessária no mais alto nível, afirmou o presidente palestino, sem dizer quais poderiam ser essas opções.

 

A explicita dificuldade de negociação entre os dois países, que se complica principalmente pela decisão israelense de construir mais casas em territórios ocupados e pela insistência de Olmert em adiar a resolução da questão de Jerusalém, levou o assessor Yasser Abed Rabbo a proclamar uma possível independência unilateral. No entanto, nem o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, apóia a proposta de Abed Rabbo.

- Nosso povo palestino não precisa de mais experiências fracassadas, de gente fracassada, disse o porta-voz Sami Abu Zuhri.

Reforçando a dificuldade do caminho diplomático, o grupo pacifista israelense Peace Now disse na quarta-feira que ativistas de direita instalaram cerca de 27 trailers na Cisjordânia, apesar de Olmert já ter prometido que os assentamentos não seriam ampliados. 

- Olmert falou de um congelamento dos assentamentos em Annapolis, mas é tudo blá-blá-blá, porque nós vemos a construção em toda a Cisjordânia, disse Hagit Ofran, diretor de monitoramento do Peace Now.

Desde de 2003, com a resolução do “mapa da paz”, proposto pelos EUA, os dois líderes já haviam concordado em seguir suas prerrogativas. Mas tanto Olmert quanto Abbas se acusam mutuamente de desrespeito às promessas. Enquanto Israel afirma que a Palestina não vem controlando seus militantes, Abbas não vê o fim da expansão dos assentamentos. 

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