Presidente palestino, Mahmoud Abbas empossou o governo do Hamas nesta quarta-feira, entregando ao grupo militante islâmico uma administração à beira do colapso financeiro e que combate o isolamento em relação ao Ocidente. A cerimônia ocorreu um dia após o partido de centro Kadima, do primeiro-ministro interino Ehud Olmert, ter vencido as eleições israelenses com a proposta de impor as fronteiras finais do Estado judaico retirando-se de alguns assentamentos na Cisjordânia.
O gabinete palestino, que tem 24 membros, é dominado por legalistas do Hamas. Outras facções se recusaram a participar do governo depois da vitória do grupo nas eleições legislativas de janeiro. O quarteto de mediadores internacionais do Oriente Médio -- formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e Organização das Nações Unidas (ONU) -- afirmou que o Hamas precisa reconhecer Israel, renunciar à violência e aceitar os acordos de paz passados, sob risco de perder a ajuda financeira à Autoridade Palestina.
O Hamas respondeu que negociar com Israel seria uma perda de tempo.